Em SP, Hospital Santa Marcelina quer abrir curso de Medicina

Faculdade cumpre requisitos para ter pedido aprovado: número de leitos, residência médica e serviço de emergência

Fernanda Bassette, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2011 | 00h00

Apesar da necessidade de formar novos médicos no Brasil, a intenção do governo é de tornar o processo de abertura de vagas ainda mais rígido.

De acordo com o médico Adib Jatene, membro da comissão que trabalha na elaboração do plano, a ideia é só autorizar a abertura de cursos em locais que tenham o mínimo de infraestrutura, como um número de leitos quatro vezes maior que o de vagas oferecidas, um programa de residência médica organizado e um serviço de emergência em funcionamento.

"O que tem acontecido com boa parte das escolas é que elas não têm hospital nem tradição de ensino. Isso deixa o ensino ruim", diz Jatene.

A Faculdade Santa Marcelina, por exemplo, cumpre todos os requisitos: o hospital tem 600 leitos, possui um programa de residência médica e um grande serviço de emergência.

A instituição, que é mantenedora do Hospital Santa Marcelina, na zona leste de São Paulo, protocolou em dezembro do ano passado um pedido de autorização de abertura de um curso de Medicina. O número de vagas ainda não foi definido.

Segundo o Ministério da Educação, o pedido aguarda a publicação da portaria interministerial para ser finalizado.

A assessoria de imprensa do hospital informou que o curso seria ministrado na unidade de Itaquera. Disse também que uma equipe do MEC já avaliou a estrutura e o corpo docente, mas informou que não poderia dar mais detalhes para não prejudicar o andamento do pedido.

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