Arhur Cagliari/Especial para o Estado
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Empreendedor cria aplicativo vegetariano e transforma crise em oportunidade

Plataforma Meatless, que está em fase de testes, indica restaurantes vegetarianos a quem adota esse estilo de vida

Estevão Taiar, Mariana Lima e Patrícia de Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

08 Agosto 2015 | 03h00

O administrador de empresas Dimitri Fernandes, de 27 anos, tentava havia algum tempo unir seu conhecimento de empreendedorismo ao universo dos vegetarianos, do qual faz parte. O clique se deu neste ano – e justamente por causa da crise. Fernandes passou a notar o número crescente de mesas vazias nos restaurantes especializados e, ao mesmo tempo, a ausência de serviços de entrega nesse segmento. Assim nasceu o Meatless. “O aplicativo surgiu para solucionar um problema real: a ausência de uma ferramenta que aproximasse vegetarianos e restaurantes de forma prática e segura.”

A versão de teste do aplicativo, lançada em julho, contou com a participação de sete restaurantes. O lançamento oficial está previsto para ocorrer em setembro e tem como meta a parceria com outros 50 estabelecimentos até o fim do ano.

Os sete primeiros restaurantes não pagaram taxas para integrar o aplicativo - e tinham como bônus a avaliação de seu atendimento por 70 clientes-voluntários. “Achar clientes para participar dos testes foi relativamente fácil e rápido”, diz o empreendedor. “A aceitação foi muito boa porque é um nicho carente desse serviço.”

A experiência profissional em organizações como Sebrae e Endeavor fez Fernandes analisar bem o mercado antes de lançar o aplicativo. Ele identificou a necessidade de os restaurantes ganharem clientes em épocas de crise e também notou que o número de aplicativos concorrentes era pequeno. O empreendedor ainda buscou outro dado para solidificar sua decisão: o crescimento exponencial do mercado de delivery mobile no mundo.

Empresas que têm como base o capital intelectual e não exigem muitos recursos financeiros no início, como o Meatless, estão entre as mais aptas a sobreviver à crise, segundo especialistas. “Alguns modelos de negócio inovadores, saindo do mundo físico para o mundo digital, têm potencial maior”, afirma o professor Alexandre Ghobril, coordenador de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Fernandes aposta nisso com seu Meatless. “Queremos expandir o negócio o mais rápido possível sem perder a qualidade”, diz o empreendedor. “Acreditamos que 2015 será um ano de firmar bases para voar em 2016.”

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