Energético é analisado após 5 mortes nos EUA

Cinco pessoas podem ter morrido nos últimos três anos nos Estados Unidos por terem consumido uma bebida energética, segundo relatório da agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos (FDA).

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2012 | 03h09

Os documentos que estão com a FDA não provam ligação direta entre a bebida Monster Energy e as mortes e não esclarecem se houve ingestão combinada com outras substâncias. Eles foram obtidos por Wendy Crossland, mãe de uma jovem de 14 anos que teve uma parada cardíaca após consumir duas latas de 700 ml em 48 horas.

Wendy entrou com ação contra a Monster Beverage, alegando ausência de aviso sobre os riscos da bebida. A porta-voz da empresa disse que os produtos são seguros e negou que eles sejam a causa da morte da menina. A FDA mantém os casos em análise.

Para Paulo Olzon, professor de clínica médica da Unifesp, a quantidade de cafeína consumida pela garota não seria suficiente para causar uma parada cardíaca. "É improvável que tenha sido só isso. Deve-se ver se houve o consumo de outra substância."

O diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia Nabil Ghorayeb alerta que antes de ingerir energéticos é necessário conhecer predisposições a efeitos colaterais. "Quem é sensível à cafeína sente arritmia cardíaca com pouca quantidade da substância. Muitos acabam sabendo disso durante o consumo", explica.

No Brasil, o representante da Monster disse que nenhum executivo da corporação nacional da marca está autorizado a falar sobre o assunto. / MURILO BOMFIM, ESPECIAL PARA O ESTADO

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