Estado tem 3 pontos para geração de energia eólica

Divulgado ontem pelo governo paulista, o Atlas da Energia Eólica apontou as regiões do Estado com maior potencial de geração de energia a partir do vento. Três áreas principais, que poderiam abastecer as cidades de Sorocaba, Campinas, Bauru e Botucatu, têm capacidade de produzir cerca de 4,7 mil megawatts (MW), caso sejam feitos os investimentos em aerogeradores.

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2012 | 02h06

Com ventos de 6,5 metros por segundo, foi definida uma área de 1,1 mil km² que, segundo a Secretaria de Energia, apresentou potencial de 13 mil MW/ano - o suficiente para atender até 5 milhões de casas durante um ano. A proximidade entre o centro produtor e os consumidores poderia baixar custos e garantir acréscimo de energia limpa à matriz energética. "Além disso, 70% dos equipamentos necessários são produzidos em São Paulo", explica o secretário José Aníbal.

Com o atlas, o governo espera atrair interessados em projetos para o setor, que ainda enfrenta dificuldades para competir com outras formas de geração de energia. Outra medida anunciada é maior incentivo fiscal: a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi prorrogada até 2020 para a compra de maquinário.

"Este imposto adicionaria cerca de R$ 12 ao MW/hora. Além disso, os leilões de energia só vão ocorrer a partir de 2017", afirma a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Elbia Melo. "Mas ainda é preciso diminuir os custos de transmissão e superar o problema do transporte dos aerogeradores, que é difícil."

A meta do governo paulista é ampliar a participação de energias renováveis na matriz energética do Estado de 55% para 69% até 2020. / BRUNO DEIRO

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