Estudo indica que 73% dos programas piratas têm vírus

Usar software pirata não é uma atividade livre de riscos, como indica estudo divulgado pela empresa de pesquisas IDC, por encomenda da Microsoft. A análise mostra que os programas piratas não só contém vírus, como os usuários interessados em baixar cópias ilegais de programas pela internet estão expostos a um sem-número de ameaças virtuais como programas que roubam senhas e informações, além de aplicativos hostis que escravizam os PCs invadidos. O levantamento, que foi realizado em escala global em outubro passado mostra que 73% dos programas piratas que podem ser baixados na Web contêm vírus e que 43% dos sites que oferecem programas para download instalam programas espiões no micro do usuário. A pesquisa também considerou os CDs com cópias piratas de programa, e o levantamento mostrou que 25% dos discos não rodam e 33% deles também trazem arquivos escondidos que dão a invasores o acesso e controle remoto do micro do usuário. Quebra O problema de arquivos espiões e vírus se estende a aplicativos não relacionados com os softwares piratas: programas que geram senhas falsas, permitindo instalar os programas, acabam escondendo programas invasores, o mesmo acontecendo com os cracks, softwares criados para burlar os mecanismos de autenticação dos programas em sua instalação. E, para mostrar que o uso de software pirata traz custos sim, quando associado a problemas de segurança, o estudo ainda reproduz projeção da empresa de segurança Trend Micro, que estima em US$ 1000 o custo para detectar e remover um vírus de uma máquina invadida, restabelecer dados e sistemas e ainda documentar o processo. E embora os dados possam ser válidos para o mercado norte-americano, a cifra é corroborada pelo IDC, com a ressalva de que o número não considera o valor de perda de dados e a interrupção de serviços por conta das horas paradas.

Agencia Estado,

14 Dezembro 2006 | 12h35

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