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Ex-diretor do Goldman vai para prisão, ainda deve multa de US$13,9 mi

REUTERS

17 Junho 2014 | 19h 20

O ex-diretor do Goldman Sachs Group Rajat Gupta começou nesta terça-feira a cumprir sua pena de dois anos de prisão por uso de informação privilegiada, e perdeu um recurso a uma pena civil de 13,9 milhões de dólares e proibição permanente de atuar como chefe em empresa de capital aberto.

O ex-diretor gerente global da consultoria McKinsey & Co iniciou a pena conforme o Tribunal de Apelações do 2º Circuito dos Estados Unidos rejeitou separadamente sua alegação de que a multa e a proibição oficial impostas em caso civil pela SEC, reguladora mobiliária dos EUA, eram excessivas.

Seth Waxman, advogado de Gupta, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a decisão. O porta-voz da SEC John Nester recusou-se a fazer um comentário imediato.

Um júri condenou Gupta em junho de 2012 por passar informações confidenciais obtidas em reuniões do Conselho do Goldman, incluindo sobre um investimento de Warren Buffett, para Raj Rajaratnam, o outrora bilionário fundador do fundo de hedge Galleon Group.

Gupta está recorrendo da condenação. A juíza Ruth Bader Ginsburg, da Suprema Corte dos EUA, que ouve apelos de emergência a partir do 2º Circuito, negou na semana passada o pedido de Gupta para permanecer livre sob fiança enquanto apela.

(Por Joseph Ax e Jonathan Stempel)