Exército nega que militar baleou jovem após parada gay

O Comando Militar do Leste negou hoje, em nota, que um estudante de 19 anos tenha sido baleado por militares do Forte de Copacabana na madrugada de hoje. O rapaz foi atingido por um tiro de fuzil no abdômen no Parque do Arpoador, na zona sul do Rio, nas proximidades do forte. Ele estava com um grupo de amigos com quem foi à Parada do Orgulho LGBT, realizada na tarde de ontem, na orla de Copacabana. O local do crime é um conhecido ponto de encontro de homossexuais.

MARCELO AULER E ALEXANDRE RODRIGUES, Agência Estado

15 Novembro 2010 | 13h10

A família do jovem acusa um militar do Exército de discriminação, agressão e de ter feito o disparo. De acordo com a mãe do rapaz, os amigos foram para o Arpoador depois da parada e estavam conversando no local. Alguns estavam namorando, daí a desconfiança de motivação homofóbica do crime.

Segundo ela, o filho contou que o suposto militar os agrediu verbal e fisicamente antes de disparar. "Eles sofreram tortura psicológica e foram agredidos. Foram abordados por preconceito. Não estavam em área militar", disse a mãe.

A polícia do Rio pediu ao Comando Militar do Leste a lista dos militares que estavam em serviço na noite de domingo. No entanto, o Exército nega a possibilidade de o disparo ter sido feito por um militar, já que não há patrulhamento fora dos limites do forte. O rapaz foi socorrido no Hospital Miguel Couto e já foi liberado.

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