Victor R. Caivano/AP
Victor R. Caivano/AP

Explosão misteriosa destrói casas e mata um perto de Buenos Aires

Moradores relataram 'bola de fogo' caindo do céu em Esteban Echeverría; sete ficaram feridos

Ariel Palácios - Agência Estado

26 Setembro 2011 | 15h44

BUENOS AIRES - "Uma bola de fogo que vinha do céu". Esta foi a descrição dos moradores de Monte Grande, distrito do município de Esteban Echeverría, na Grande Buenos Aires, sobre a luz que ofuscou dezenas de pessoas às 2 horas da madrugada desta segunda-feira.

 

Na sequência, escutaram uma forte explosão. Ao sair de suas residências, assustados, viram que duas casas e um estabelecimento comercial haviam sido arrasados. A explosão matou Silvia Espinoza Infante, de 43 anos, além de ferir outras sete pessoas. "Parecia uma cena de bombardeio", explicaram os moradores.

 

Três automóveis estavam de ponta-cabeça, cobertos de escombros. A onda expansiva da explosão quebrou e rachou vidros em um raio de 400 metros. Nos minutos seguintes à explosão - segundo depoimentos dos moradores - os automóveis não funcionavam.

 

Durante a tarde, as autoridades ainda não haviam sido encontrados uma explicação para a explosão. No entanto, astrônomos argentinos não descartavam que poderia tratar-se de um pequeno meteorito do tamanho de uma bola de futebol ou de um televisor.

 

Incógnita

 

A divulgação de duas fotos amadoras que mostravam de forma difusa o clarão da "bola de fogo" no céu aumentou as especulações sobre o caso. Por precaução, as autoridades enviaram uma equipe para medir os níveis de radiação. "É uma incógnita", declarou Lucia Sendon, diretora do Planetário de Buenos Aires. "Seria necessário encontrar algum vestígio, se isto fosse o resultado de um meteorito. As probabilidades de que uma coisa assim aconteça são baixas...mas existem".

 

Outras hipóteses indicavam que poderia ser o resto de algum satélite espacial ou de outro tipo de "sucata espacial". "No entanto, não deveriam ser restos do satélite americano que caiu na madrugada do sábado sobre o Oceano Pacífico, já que isso ocorreu 48 horas antes da explosão em Esteban Echeverría", sustentou Mariano Ribas, coordenador de astronomia da mesma instituição.

 

A hipótese de uma explosão de gás na parte interna das casas foi descartada, já que os botijões que estavam dentro das residências estavam intactos entre os escombros. "Não foi uma explosão de gás", sustentou o chefe do corpo de bombeiros, Guillermo Pérez.

 

O prefeito de Esteban Echeverría, Fernando Grey, visitou ao lugar do acidente poucas horas depois da explosão. "Não quero entrar em hipóteses", respondeu quando os jornalistas lhe perguntaram sobre a possibilidade de um meteorito ou um satélite. "Mas, posso dizer que foi uma desgraça", afirmou, enquanto caminhava ao lado dos escombros.

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