Werther Santana/AE - 25/7/2008
Werther Santana/AE - 25/7/2008

Falso e-mail indica contaminação de feijão por mal-de-chagas

Agrônoma da Universidade de Viçosa, em Minas, citada na mensagem, nem sequer estuda a leguminosa

Moacyr Castro, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2009 | 02h57

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Circula pela internet um alerta à população sobre a existência de grande quantidade à venda, no Sudeste e Centro-Oeste, de feijão infectado pelo Trypanosoma cruzi, protozoário causador do mal-de-chagas. O texto acrescenta que 83 pessoas já haviam tido sintomas da doença, que não tem cura, e que os lotes ainda não foram recolhidos das prateleiras. A vítima da falsa informação é uma agrônoma e pós-graduanda da Universidade Federal de Viçosa, em Minas, que tem seu nome, e-mail e telefone nos créditos como "autora" de uma pesquisa que ela não só nunca fez, como não existe.

A agrônoma não quer ter seu nome divulgado, mas pede a todos que receberem a mensagem que a enviem para extensaoruralmmcr@bol.com.br, para ajudar a polícia na investigação.

A origem da farsa é a própria universidade. Tudo começou quando o computador da casa da agrônoma enguiçou; ela usou um da escola para transmitir um texto e deixou a caixa de mensagens aberta. Alguém se aproveitou. O e-mail falso diz que o protozoário foi encontrado nos feijões carioquinha, jalo e preto. E "aconselha" a troca do feijão por canjica ou grão-de-bico, mas se for indispensável o feijão, usar 4 gotas de dendê ou 2 duas de vinagre de maçã no molho pós- lavagem. O feijão não é objeto de pesquisa da agrônoma, mas ela comenta o e-mail absurdo: "Mesmo que estivesse infectado, o protozoário não sobreviveria ao cozimento."

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