Falsos acusados de crime em 1965 receberão US$ 100 mi dos EUA

Governo foi condenado a pagar indenização por omitir provas em assassinato.

Kim Ghattas, BBC

26 Julho 2007 | 20h32

Um juiz federal em Boston condenou o governo americano a pagar mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 200 milhões) para pessoas acusadas injustamente pelo FBI, a polícia federal americana. Os quatro homens foram condenados em 1965 pelo assassinato do mafioso Edward Teddy Deegan. Eles passaram décadas na cadeia depois que o FBI escondeu provas que os inocentavam. Dois deles morreram na cadeia. Os dois que sobreviveram e as famílias dos que morreram processaram o governo federal por má-fé no processo judicial. Os advogados de Peter Limone, agora com 73 anos, e Joseph Salvati, de 74, disseram que os dois homens esperaram a vida toda por esse momento. Eles foram acusados - junto com os falecidos amigos Louis Greco e Henry Tameleo - de matar Deegan em um beco durante um assalto em Boston. Limone e Salvati foram soltos em 2001, depois que documentos do FBI revelaram que os homens haviam sido falsamente acusados. Os advogados de Salvati e Limone e dos familiares dos outros dois argumentaram que os agentes do FBI sabiam que uma das testemunhas do caso havia mentido ao incriminar os quatro pelo assassinato de Deegan. A testemunha-chave Joseph Barboza mentiu para proteger um comparsa e informante do FBI, Vincent Flemmi, que participou da morte do mafioso. Durante o longo processo, o governo argumentou que as autoridades federais não podem ser responsabilizadas por erros em processos estaduais. Mas a juíza Nancy Gertner, que analisou o caso, disse que a injustiça demorou 30 anos para ser corrigida e que a postura do governo neste caso era "absurda". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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