Falta de água ameaça juventude na América Latina, diz Cepal

A situação é mais crítica para as crianças menores de cinco anos e as crianças e adolescentes pobres

Efe,

31 Julho 2007 | 17h50

Cerca de terço das crianças e adolescentes de zero a 18 anos, ou 35,3%, da América Latina não tem acesso adequado a água potável em casa, o que aumenta o risco de morte e desnutrição, segundo um relatório da Cepal divulgado nesta terça-feira.   O documento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) acrescenta que só 27,4% sofre desta carência na população adulta.   "O problema do saneamento é ainda mais grave, onde na média, em nível regional, 42,7% das crianças e jovens carece de acesso ou ele é inadequado, percentagem que cai para 36,7% na população adulta", acrescenta o documento.   Segundo o organismo, vinculado às Nações Unidas, em ambos os casos, a situação é mais crítica para as crianças menores de cinco anos, as crianças e adolescentes pobres, os que vivem em comunidades rurais e os que são indígenas ou afrodescendentes.    O estudo feito pela Cepal e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), adverte que estas desigualdades de acesso representam "sérias ameaças" para os quase 21 milhões de meninos e meninas de zero a cinco anos da região, como o risco de mortalidade e desnutrição infantil, que poderia ser evitado com melhoras no acesso à água potável e no saneamento.   Ambos os organismos lembram que estes são desafios dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

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