1. Usuário
Geral
Assine o Estadão
assine


Falta de enfermeiros em SP gera sobrecarga

O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2013 | 02h 03

Jornada longa também é problema, alerta Federação Nacional dos Enfermeiros

A maioria dos hospitais paulistas não tem número suficiente de profissionais de enfermagem. A informação é do enfermeiro Marcelo José dos Santos, chefe de Fiscalização do Conselho de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). O órgão fiscalizou, de setembro até o início deste ano, quase todos os hospitais do Estado, públicos e particulares.

"O grande ponto foi a questão do dimensionamento: 98% das instituições não têm número suficiente de profissionais, conforme determina a resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)", diz Santos. Esse cálculo é de atribuição do enfermeiro responsável pela instituição. "Ele é capacitado para dimensionar o número de profissionais necessários para dar o atendimento seguro e com qualidade."

Quando identificado que existem menos profissionais do que determinam as normas e o hospital não faz a adequação, o Coren pode entrar com uma ação civil pública. "Há grandes instituições públicas de saúde que têm um déficit gigantesco de profissionais. Também há instituições privadas que não contemplam esse número", completa Santos.

Cansaço. O resultado, segundo a enfermeira Solange Aparecida Caetanos, presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, é a sobrecarga. "Um profissional que deveria cuidar de cinco leitos acaba cuidando de dez, incluindo de UTI." Outra questão, diz Solange, são as longas jornadas de trabalho, que, chegando a 44 horas, contribuem para o cansaço extremo e erros de procedimento. "Há muito tempo temos trabalhado em nosso projeto de lei para regulamentar a jornada de trabalho de 30 horas." O projeto está há 13 anos na Câmara dos Deputados. / MARIANA LENHARO

  • Tags: