Financiamento é vital para pequenas e médias comprarem TI

Até poucos anos atrás, a maioria das pequenas e médias empresas compravam tecnologia como pessoas físicas, ou seja, indo até a loja mais próxima e comprando os mesmos produtos que eram oferecidos aos consumidores finais. Isso gerava um enorme problema na hora de sofisticar a operação destas companhias, já que a adoção de soluções de software, comunicações ou armazenamento de dados exigiam pesados serviços de integração. Como as companhias precisavam, assim como as grandes, dinamizar suas operações, a saída era o financiamento na adoção das soluções. Como só muito recentemente (mais exatamente a partir de 2006) alguns bancos passaram a disponibilizar linhas de crédito mais amigáveis, alguns fornecedores da área de TI optaram por oferecer elas mesmas o financiamento na adoção de seus pacotes, e que tem acontecido às vezes em parceria com empresas do setor financeiro. O financiamento, claro, não é a única forma de consumo destas tecnologias. Segundo o diretor de vendas SMB (da sigla em inglês Small and Medium Business) da fabricante de produtos de comunicação da Cisco, Marcelo Menta, o leasing de produtos também é uma modalidade adotada no Brasil. "Para crescer neste mercado, é preciso ter forma mais flexíveis, além de uma capilaridade que facilitará o atendimento ao cliente final", diz Menta. Segundo o executivo, abrir o leque de opções para as empresas de pequeno e médio portes compensa, já que o segmento de empresas entre 250 e 500 funcionários (a camada SMB na visão da Cisco) conta com 25 mil empresas no País, e a camada com empresas que têm entre 100 e 250 funcionários conta com mais de 125 mil companhias. Como está em franco crescimento, a tendência é que o chamado mercado SMB cresça com índices muito superiores ao resto do mercado, atraindo a atenção de empresas do setor financeiro.

Agencia Estado,

09 Janeiro 2007 | 14h41

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