Fórmula 1 ainda tem equipes demais, diz Ecclestone após fim da HRT

A Fórmula 1 ainda tem muitas equipes apesar da saída dos espanhóis da HRT, afirmou o chefe comercial da categoria, Bernie Ecclestone, nesta quinta-feira.

ALAN BALDWIN, Reuters

13 Dezembro 2012 | 12h36

A HRT, sediada em Madri, não foi incluída na lista oficial de 2013 publicada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o que deixa o grid do ano que vem com 11 equipes e 22 carros

"Eu prefiro ter 10", disse Ecclestone à Reuters. "Eu nunca quis 12.

"É apenas porque 10 é mais fácil de se lidar, para os promotores, para o transporte. Preferimos ter 10... desde que a gente não perca a Ferrari."

Ecclestone, de 82 anos, disse que tinha ouvido que a HRT, cujos proprietários Thesan Capital afirmaram estar a procura de um comprador, declarou falência.

Os pilotos da equipe este ano foram o indiano Narain Karthikeyan e o espanhol Pedro de la Rosa.

A HRT foi uma das três novas equipes --as outras são Marussia e Caterham-- a entrar na Fórmula 1 em 2010, em uma iniciativa impulsionada pelo ex-presidente da FIA Max Mosley.

Nem a Caterham, da Malásia, que começou como Lotus Racing, nem a russa Marussia (ex-Virgin Racing), conseguiram marcar ponto em suas três primeiras temporadas e permanecem um tanto distantes das equipes estabelecidas.

Ecclestone reiterou que a temporada de 2013 terá provavelmente 19 corridas, embora ainda exista a possibilidade de a Turquia sediar uma 20a, que ficou em aberto para o dia 21 de julho.

"Eu não sei. Estou esperando a resposta deles (turcos)", disse.

A corrida em Istambul foi retirada do calendário da temporada passada devido a divergências sobre as tarifas para receber a corrida, mas o circuito está sob nova gerência e está buscando um retorno ao esporte.

A federação de automobilismo do país disse que algum financiamento do governo será necessário, mas o ministro dos Esportes turco descartou a possibilidade e disse que era uma questão inteiramente para o setor privado.

Ecclestone disse categoricamente que a Áustria, sugerida por alguns como possível substituta agora que a empresa de bebida energética Red Bull renovou o circuito de Spielberg, não será incluída.

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