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Fórmula 1 não tem briga com a Rússia, diz Ecclestone

A Fórmula 1 não tem nada contra a Rússia e o primeiro grande prêmio do país acontecerá conforme o planejado, em outubro, apesar da crise na Ucrânia, disse o chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone, nesta sexta-feira.

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ALAN BALDWIN,
REUTERS

22 Agosto 2014 | 10h56

“Nós temos um contrato. Nossos amigos lá estão felizes com esse contrato, então estaremos presentes”, disse Ecclestone, de 83 anos, nos bastidores do Grande Prêmio da Bélgica.

“Se as pessoas têm algum embate com a Rússia, talvez elas tenham (problemas). Eu não sei. Não temos nada disso", acrescentou.

Sochi, balneário russo no Mar Negro que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro, abrigará o primeiro Grande Prêmio da Rússia de Fórmula 1, em 12 de outubro.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deu seu selo de aprovação ao circuito, mas a corrida, um evento marcante para o presidente Vladimir Putin, tem sido alvo de críticas desde que o país anexou a região da Crimeia, em março, e do abate de um avião da Malásia sobre a Ucrânia, no mês passado.

Nações ocidentais impuseram sanções contra a Rússia, após os EUA e a União Europeia terem considerado que Moscou está apoiando rebeldes separatistas no leste da Ucrânia. 

O vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg, disse no mês passado que a corrida da Rússia não deveria prosseguir. 

Ecclestone, que foi a julgamento em abril por alegações de ter pago um suborno de 44 milhões de dólares a um ex-banqueiro alemão para facilitar a venda de uma fatia majoritária na F1 há oito anos, disse que vai retomar seu lugar no conselho administrativo do qual havia renunciado, após ter concordado em pagar 100 milhões de dólares como parte de um acordo judicial.

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