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Garis protestam em frente à Central do Brasil

Roberta Pennafort, de O Estado de S. Paulo

08 Março 2014 | 11h 07

Grevistas pedem salário-base de R$ 1.224,70; porcentual de mais de 40% de insalubridade e vale-refeição de R$ 20

Cerca de cem pessoas participam de um protesto de garis em frente à Central do Brasil, na manhã deste sábado, 8. Parte da categoria está em greve há uma semana e, com isso, vários bairros da cidade, em especial os da zona norte e oeste, têm montanhas de lixo nas ruas. Os grevistas pedem salário-base de R$ 1.224,70; porcentual de mais de 40% de insalubridade e vale-refeição de R$ 20. Os manifestantes receberam apoio de outras categorias, como metalúrgicos. Eles pretendem seguir em passeata até o sambódromo, onde, nesta noite, será realizado o desfile das escolas campeãs do carnaval.

Nos arredores da Central, há pilhas de lixo acumulado desde a passagem dos blocos carnavalescos. Em entrevista à rádio CBN, o prefeito Eduardo Paes afirmou que não há greve de garis e sim "um motim" com motivação política. O prefeito afirmou que ainda há garis trabalhando sob escolta policial, por sofrerem ameaças de sindicalistas que exigem adesão total à paralisação. Sobre o vídeo divulgado na quinta-feira, 6, em que aparece atirando restos de fruta, durante um encontro político na zona oeste, Paes disse não se lembrar do ocorrido e que "certamente" não jogou lixo no chão. O prefeito informou que pagou multa prevista na Lei do Lixo Zero, implementada por ele há seis meses.