Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias >
Início do conteúdo

Generosidade da elite reunida em Davos não convence críticos

27 de janeiro de 2012 | 14h 55
EMMA THOMASSON - REUTERS

Os empresários reunidos em Davos, na Suíça, têm se esforçado para se mostrar generosos e preocupados, enquanto tentam recuperar a sua imagem manchada, por serem vistos como parte do "1 por cento" de privilegiados. Seus detratores, porém, não se convencem.

"Os CEOs têm mais trabalho do que nunca porque têm de representar para seus acionistas e para o mundo em geral", disse o executivo-chefe da empresa de relações públicas Burson-Marsteller, Mark Penn, que assessora altos executivos e políticos.

"Com relação aos clientes com quem trabalho hoje, todos entendem que as empresas têm de ser socialmente responsáveis...Isso deixou de ser algo que muitas companhias desprezavam e passou a ser parte reconhecida por todas."

Administradores de empresas presentes no Fórum Econômico Mundial têm debatido sobre o que podem fazer para ajudar a combater a insatisfação social recente, alimentada pela crise econômica, enquanto os governos endividados cortam os investimentos e elevam os impostos para tentar equilibrar seus orçamentos.

"Há uma grande pressão vinda dessa geração para ir além do lucro", disse Liesel Pritzker Simmons, herdeira do hotel Hyatt, em um evento em Davos promovido pelo banco suíço Credit Suisse para discutir as tendências da filantropia.

"Não é apenas por ser a moda do mês ou porque é legal. Depois de vivenciar a crise recente em uma idade relativamente jovem, não tenho confiança nos mercados de capital tradicionais", afirmou Pritzger, que ajuda a administrar uma entidade filantrópica na área de educação.

O executivo-chefe do JPMorgan Chase & Co, Jamie Dimon, atribuiu a decisão de seu banco de não retirar investimentos da zona do euro a motivos nobres, dizendo que o compromisso é "em grande parte social e em parte econômico".

Um estudo divulgado nesta semana pela empresa de relações públicas Edelman mostrou que a confiança dos diretores executivos caiu 12 pontos, para 38 por cento, na maior queda em nove anos, embora a confiança das autoridades governamentais estivesse ainda menor, em apenas 29 por cento.


Tópicos: SUICA, DAVOS, CRITICOS*