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Greve de ônibus causa filas, caos e tumultos no Rio

01 de março de 2013 | 11h 57
ANTONIO PITA - Agência Estado

A greve de ônibus deflagrada na madrugada desta sexta-feira, dia 1º, aniversário de fundação do Rio de Janeiro, causa tumultos, filas e problemas no trânsito do Rio desde o início da manhã. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, responsável pela paralisação, cerca de 22% dos ônibus estão circulando na capital carioca. No início da manhã, eram apenas 10%. Na madrugada, 60 ônibus foram apedrejado por manifestantes nas garagens.

De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Município, a greve teve uma adesão de 95% da categoria. Ao todo, a cidade conta com 40 mil rodoviários e nove mil ônibus. O transporte é utilizado por cerca de 75% da população, ou 3,2 milhões de passageiros. A previsão era que até às 12h, quando uma assembleia seria realizada, 30% do efetivo de ônibus estivesse operando normalmente, como prevê a legislação. A Rio Ônibus, sindicato que reúne as empresas de ônibus, entrou na Justiça com um pedido para que a greve seja decretada ilegal. Segundo a prefeitura, há um retorno gradual da operação dos ônibus e a greve é "parcial".

Ainda na madrugada, 60 ônibus das empresas Jabour e Pégaso foram apedrejados quando tentavam deixar as garagens. Grevistas fazem piquetes na porta das garagens, impedindo a saída dos ônibus. De acordo com a Federação de Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor), um passageiro foi atingido por uma pedra e ficou ferido, sem gravidade.

Os transtornos causados com a paralisação são sentidos em diversos pontos da cidade. Nas principais vias, como a Avenida Brasil, na zona norte, Presidente Vargas e Francisco Bicalho, no Centro, os pontos de ônibus estão lotados. Um dos locais de maior concentração é a estação Central do Brasil, onde chegam os diversos ramais de trens suburbanos. Na região, é grande a movimentação de pessoas e poucas linhas estão disponíveis. Na zona Oeste, o corredor exclusivo de ônibus BRT que funciona normalmente com 80 veículos, está circulando com apenas 22 composições.

O sistema de integração do Metrô, que complementa as linhas de trens com rotas de ônibus em bairros da zona sul, também está interrompido. Os usuários também relatam superlotação nos metrôs, mesmo após um reforço no número de composições em circulação. A alternativa encontrada pelos cariocas para o transporte público são os ônibus e vans piratas, que trafegam livremente pelas avenidas.

Os trabalhadores exigem aumento salarial de 15%, o fim da dupla função (quando o mesmo funcionário atua como motorista e cobrador) e vale-alimentação, cesta básica e plano de saúde. A Rio-Ônibus oferece apenas 8% de aumento salarial.



Tópicos: GREVE, ÔNIBUS, RIO

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