Greve de policiais civis tem 90% de adesão, diz associação
Segundo ADPESP, grevistas continuam trabalhando, mas estão atendendo só casos graves, como homicídios
A greve por tempo indeterminado iniciada nesta quarta-feira, 13, pelos policiais civis do Estado de São Paulo teve adesão de 90% dos agentes, segundo informações da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP). Os grevistas continuam trabalhando, segundo a associação, mas estão atendendo apenas casos graves, como flagrantes e homicídios, seguindo orientações de uma Cartilha da Greve distribuída pela ADPESP. Veja também: Policiais civis em greve em São Paulo têm audiência no TRT Policiais civis de SP iniciam greve em todo o Estado hoje
De acordo com balanço da associação, diversas cidades do interior do Estado aderiram à greve, assim como seis das oito seccionais da cidade de São Paulo. Já a secretaria de Segurança Pública (SSP) discorda da informação e afirma que todas as seccionais da capital estão com atendimento normal, desde a troca de turno, por volta das 8 horas.
A categoria, formada por cerca 35 mil policiais civis, exige participação nos estudos do projeto de reestruturação da Polícia Civil, cumprimento da data-base, transformação de vencimentos em subsídios, valorização das carreiras policiais civis, com aumentos salariais que variam 58% a 200%, aposentadoria especial, plano de carreira viável e fixação de carga horária semanal, entre outros pontos. Gestão pública A Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo divulgou, na manhã desta quarta, uma nota oficial sobre a greve na Polícia Civil. O comunicado afirma que as reivindicações apresentadas pelos policiais civis são "irrealistas e impertinentes". Sobre a eleição do delegado geral, a nota da secretaria diz que a medida é "além de inconstitucional, é inadmissível, inegociável e impertinente". Além disso, a nota nega que os policiais estão sem reajuste há quase 15 anos: "Todas as carreiras da polícia civil tiveram ganho real nesse período. O menor salário do investigador subiu de R$ 444,64 para R$ 1.757,82, um aumento real de 57,79%. Somente no ano passado, a atual gestão concedeu um aumento de até 23,43% para 125 mil policiais civis, militares e técnicos científicos de todo o Estado, por meio de lei aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo Governador José Serra". Segundo a secretaria, o "Governo segue no firme propósito de continuar a negociar com as entidades e espera que a greve não seja deflagrada". Matéria ampliada às 12h20
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