Grupos de tecnologia querem criar código de conduta na Web

Empresas de tecnologia como Microsoft, Google, Yahoo e Vodafone estão discutindo com grupos de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa a criação de um código de conduta para a internet, com o objetivo de proteger a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários da Web. As partes anunciaram em comunicado divulgado na sexta-feira que desejam finalizar o código ainda este ano, para combater tendências como o número cada vez maior de prisões de jornalistas que trabalham na internet, a monitoração de atividades online e a censura. As negociações estão sendo lideradas pelo Center for Democracy and Technology, de Washington, e pela Business for Social Responsibility, uma organização sem fins lucrativos de San Francisco. Os dois grupos estão tentando redigir um código que responsabilize as empresas caso elas cooperem com governos a fim de suprimir a liberdade de expressão ou violar direitos humanos. "As empresas de tecnologia desempenharam papel vital em criar atividade econômica e oferecer ferramentas importantes para as reformas democráticas nos países em desenvolvimento", disse Leslie Harris, diretor executivo do Center for Democracy and Technology. "Mas alguns governos encontraram maneiras de voltar a tecnologia contra os cidadãos -monitorando atividades online legítimas e censurando material democrático", afirmou Harris. O Committee to Protect Journalists (CPJ) afirmou que as empresas de Internet estão sob os holofotes depois da prisão, na China, de escritores que publicavam conteúdo na Internet, como Shi Tao, condenado em 2005 a 10 anos de prisão por divulgar segredos de Estado a outros países. Os grupos de defesa dos direitos humanos acusaram o Yahoo de ajudar a China a rastrear a conversação via e-mail entre Shi Tao e um site de notícias sediado em Nova York. "Governos de todo o mundo estão detendo jornalistas em ritmo intensificado, com 49 blogueiros, editores de serviços de notícias online e repórteres que trabalham na Web atrás das grades no final de 2006", de acordo com Joel Simon, diretor executivo do CPJ.

Agencia Estado,

22 Janeiro 2007 | 16h11

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