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Guardas privados faltam e governo reforça segurança no estádio Castelão

REUTERS

17 Junho 2014 | 22h 21

Alguns guardas de segurança privada não apareceram no estádio Castelão nesta terça-feira, quando o Brasil jogou contra o México pela Copa do Mundo, forçando as autoridades a levar reforços para proteger o local.

Alguns dos seguranças particulares contratados pela Fifa não apareceram para trabalhar no estádio em Fortaleza, onde a seleção brasileira empatou em 0 x 0 com o México diante de uma multidão de 60.342 torcedores.

"A Fifa havia contratado um número necessário de seguranças para o jogo, mas por algum motivo que não sabemos eles não apareceram", disse uma porta-voz do Ministério da Justiça.

A Fifa e o governo federal decidiram mobilizar forças de segurança pública devido à magnitude do jogo, afirmou à Reuters o comitê organizador local da Copa do Mundo por e-mail.

O comitê não explicou o motivo da ausência dos guardas particulares, mas afirmou que medidas de segurança para outros jogos da Copa do Mundo não serão alteradas.

O país já mobilizou mais de 150 mil policiais e militares para evitar que manifestações contra a Copa interrompam o maior evento esportivo do mundo. Algumas manifestações em todo o país se tornaram violentas, mas a maioria envolveu apenas algumas centenas de pessoas.

O incidente no estádio Castelão foi a mais recente falha de segurança em uma arena que sedia os jogos da Copa do Mundo sob os cuidados da Fifa.

No domingo, milhares de torcedores perderam o início do jogo entre Equador e Suíça em Brasília porque tiveram que esperar em longas filas para passar por um controle mais rígido nos detectores de metal, um procedimento que foi aliviado com o começo do jogo.

Uma fonte do governo disse que a segurança no estádio de Brasília foi reforçada depois que torcedores do Chile conseguiram levar fogos de artifício para dentro da Arena Pantanal, em Cuiabá, e dispará-los após a vitória da seleção chilena sobre a Austrália na sexta-feira.

Em outro incidente relacionado à segurança, dezenas de torcedores argentinos sem ingressos invadiram no domingo o estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, para ver a sua seleção.

(Reportagem de Alonso Soto)