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Há indício de falha mecânica em caminhão, diz delegado

THAISE CONSTANCIO - Agência Estado

30 Janeiro 2014 | 20h 05

Quatro testemunhas do caso do caminhão que atingiu uma passarela na Linha Amarela, no Rio, prestaram depoimento por mais de cinco horas na tarde desta quinta-feira, 30, na 44º DP (Inhaúma). Para o delegado responsável pelo caso, Fábio Asty, há indicação de que uma falha mecânica provocou o içamento involuntário da caçamba. O delegado destacou que a ocorrência foi agravada pela negligência do motorista que falava ao telefone, trafegava acima da velocidade e em horário proibido para caminhões. Somente o laudo pericial, que ficará pronto em 10 dias, comprovará as causas do acidente.

O gerente operacional da empresa Arco da Aliança, o chefe da mecânica e dois motoristas - um que dirigiu o caminhão um dia antes de Luiz Fernando da Costa e o outro que falava com ele no telefone na hora do acidente - falaram com o delegado titular Jader Machado Amaral e Fábio Asty.

Os policiais investigam se o reparo na caixa de marcha acoplada ao acionamento hidráulico da caçamba, feito no fim de semana, pode ter provocado o acionamento involuntário da caçamba. "De acordo com os motoristas, o içamento voluntário da caçamba teria desestabilizado o caminhão ou provocaria um dano grave que o obrigaria a parar", explicou o delegado.

Asty acrescentou que o caminhão tinha sido usado no dia anterior por outro motorista, a caçamba foi acionada três vezes e não houve problema. "Pelos depoimentos, é possível que o reparo tenha provocado o problema, que só apareceu depois, mas só o laudo nos dará certeza".

Em depoimento prestado ao delegado Asty, Costa afirmou que dirigia a 85 km/h em uma pista de 80 km/h e falava ao telefone no momento da colisão. Ele será acusado por cinco homicídios culposos (quando não há intenção de matar) e três lesões corporais culposas.

De acordo com o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), pelo Código Civil Brasileiro, os familiares das vítimas podem entrar com ação indenizatória contra a Prefeitura do Rio por falta de fiscalização, além da concessionária Lamsa e da empresa Arco da Aliança.