Há quem não viva sem ela

Regra n.º 1: compre uma wok que você levante com facilidade. Comece a cozinhar pelo mais fácil – um salteadinho de legumes, para pegar prática. Já se apaixonou pela panela? Então é hora de encarar outras receitas

Cíntia Bertolino,

06 Agosto 2009 | 08h57

A escritora e crítica de restaurantes americana Jen Lin-Liu é incapaz de imaginar uma cozinha sem ao menos uma wok. Nascida em uma tradicional família chinesa, Jen cresceu na Califórnia e chocou os pais quando decidiu se mudar para Pequim e aprender a cozinhar. "Eles achavam um disparate uma pessoa educada numa universidade Ivy League (como são conhecidas oito das universidades mais tradicionais dos Estados Unidos) querer ser cozinheira", conta. "Na China de meus pais essa era uma das mais humildes profissões." Formada em jornalismo e alheia às críticas, em 2000 Jen se mudou para Pequim. Ali descobriu que comer na China era andar num "campo minado" cheio de estranhezas e exotismos, mesmo para alguém fluente em mandarim. Decidida a levar seu projeto adiante, matriculou-se numa escola de culinária. Aprendeu a cozinhar, produziu artigos para revistas americanas de gastronomia e escreveu República Gastronômica da China (Jorge Zahar, R$ 49), que acaba de ser lançado no Brasil. Veja também: Wok: A dama do corpo perfeito Receitas: Chop suey Paneng goong Maçã caramelizada Peixe com molho de gengibre Excelente narradora, ela incita o leitor a ir para a cozinha preparar as receitas que aparecem em República Gastronômica. A maior parte dos pratos do livro é feita na wok, seu utensílio favorito. "Uso uma wok de ferro. Muita gente gosta desses materiais antiaderentes, mas eu prefiro a de ferro, e não muito pesada", explica. O peso faz muita diferença, pois é preciso sacudir bem a panela durante as preparações. Em outras palavras: compre uma wok que você consiga levantar com facilidade. Essa é a regra número um para quem quiser se aventurar na cozinha de wok. A panela conquista cada vez mais adeptos por causa de sua combinação de eficiência e praticidade. O formato arredondado, com fundo côncavo, é perfeito para fazer frituras por imersão e saltear pratos com molhos. Em uma panela com fundo reto, a distribuição do molho não é uniforme. Também dá para usá-la para cozinhar alimentos no vapor, ferver massa, cozinhar ou fritar dumplings. Para quem nunca cozinhou com uma wok, a dica é começar com um salteado, prato sempre animador, porque é muito fácil de preparar. Mas é preciso caprichar no corte dos legumes, que devem ser picados em pedaços semelhantes. "Pique também alho-poró, ou cebola, alho e gengibre, para fazer o tempero dos legumes", ensina Jen Lin-Liu. Aqueça uma wok, ponha um pouco de óleo, leve os temperos ao fogo e a seguir acrescente os vegetais. Tempere com um pouco de vinho, shoyu, sal e pimenta. O que pode ser mais simples? Inspire-se nas receitas desta página. A da maçã caramelizada foi enviada especialmente pela escritora americana. O chop suey foi feito por Tommy Wong, do restaurante Ton Hoi, de São Paulo, e os camarões com curry são de autoria do paulista Alex Nassar, chef do restaurante Saffron, em Puket, na Tailândia.

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