Hackers que raptaram dados bancários de 20 mil são presos

Quatro marroquinos e uma espanhola foram presos na Espanha como supostos integrantes de uma rede de pirataria de informação que seqüestraram os dados bancários de mais de 20 mil pessoas, em vários bancos. O delegado da região de Navarra, Vicente Ripa, e o chefe da Guarda Civil, Luis Iglesias, informaram nesta quinta-feira, em uma coletiva de imprensa, de que ainda não foi analisado o valor final da fraude, ainda que se calcule que é "consideravelmente elevado por conta da multiplicidade de dados recebidos". Iglesias disse que a operação continua aberta já que, apesar de terem desmembrado a quadrilha, ainda é necessário analisar todos os dados. Junto com os presos foi apreendido 500 cartões de crédito falsificados, leitores de cartões, gravadores e aparelhos para a distorção de freqüências. Os hackers tinham em seus arquivos mais de 200 mil endereços de e-mails para enviar suas campanhas falsas, além de possuírem páginas na internet para a recarga de cartões telefônicos pela metade do preço, que utilizavam para capturar dados bancários. Ripa informou que o cérebro da quadrilha é uma pessoa de 19 anos, procurada internacionalmente, que descreveu como "um jovem que começou aos doze anos e já superou seus mestres, convertendo-se em um dos primeiros hackers da Europa". A operação teve início em abril, quando espanhóis denunciaram que suas contas apresentaram transferências não autorizadas. Para esconder o dinheiro subtraído das contas e evitar a localização dos computadores que utilizavam, a rede usava um sistema de ´laranjas´, que consistia em transferir os dinheiro a contas bancárias oferecidas por uma terceira pessoa - o ´laranja´ - em troca de uma porcentagem da quantia.

Agencia Estado,

21 Dezembro 2006 | 14h59

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