HC não resolve problema com ar condicionado

Um dia depois de a reportagem do Estado denunciar que pacientes com leucemia internados nos cerca de dez leitos localizados no oitavo andar do Instituto Central do Hospital das Clínicas (ICHC) da USP estavam havia 11 dias sem ar condicionado, o problema permanecia sem solução definitiva até as 23h de ontem - apesar da promessa da direção do HC de normalizar a refrigeração do andar em 24 horas.

DAVI LIRA, O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2012 | 02h01

Os pacientes que passam por sessões de quimioterapia e se recuperam de transplantes de medula óssea reclamam do calor gerado por ares-condicionados que não funcionam. O desconforto é agravado pelas altas temperaturas na cidade, nos últimos dias.

"Até o momento, continua tudo igual. E, pelo que ouvi das enfermeiras, isso é um problema crônico. Mesmo quando está consertado, o ar não funciona direito", disse ontem à tarde uma paciente, que prefere não se identificar.

Mesmo depois de enfrentarem o desconforto com o calor, de acordo com especialistas consultados pela reportagem, a ausência da refrigeração não teve efeitos na recuperação dos pacientes.

No entanto, segundo a médica Monika Conchon, responsável pela unidade de pesquisa em leucemia do Hospital Santa Marcelina (SP), "com uma temperatura maior de 30°C, pode haver um comprometimento na qualidade da medicação da quimioterapia e a deterioração do sangue durante as transfusões".

Consultado, o ICHC informou que a substituição do equipamento com defeito já foi concluída, mas testes ainda seriam feitos na noite de ontem para que o sistema de refrigeração voltasse a funcionar em definitivo.

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