1. Usuário
Geral
Assine o Estadão
assine


IFPI: compra de música pela internet subiu 25% em 2008

GUSTAVO URIBE - Agencia Estado

16 Janeiro 2009 | 17h 31

O número de músicas compradas via internet apresentou em 2008 um crescimento de 25% ante 2007, indicou hoje o relatório anual de Música Digital divulgado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). Só no ano passado, foram feitos downloads de 1,4 bilhão de singles, representando um aumento de 350 milhões de hits baixados. Em consequência, o mercado digital de singles rendeu US$ 8 milhões mais, de US$ 2,9 bilhões, em 2007, para US$ 3,7 bilhões. Em contrapartida, o número de downloads ilegais, que não remuneram cantores ou gravadoras, ainda representa 95% dos singles baixados - não foi divulgado o porcentual de 2007. Entre as músicas mais baixadas no ano passado, a primeira do ranking foi "Lollipop", da cantora Lil Wayne, com 9,1 milhões de cópias compradas, 1,8 milhão a mais do que a mais baixada em 2007, "Girlfriend", da cantora Avril Lavigne. Só em 2008, foram feitos downloads de 26,6 bilhões de singles não comprados ao redor do mundo, representando um prejuízo de US$ 53,2 bilhões às indústrias fonográficas. Por conta da pirataria digital, o relatório ainda aponta que a renda do mercado musical apresentou queda de 8% em comparação a 2007, um decréscimo de US$ 1,5 bilhão (de US$ 19,5 bilhões para US$ 18 bilhões). Para o presidente da IFPI, John Kennedy, a pirataria é um problema a ser enfrentado e demandará ações "firmes" dos governos. "Os países estão começando a aceitar que, no debate a respeito de ''conteúdo livre'', não agir não é a opção se quisermos um futuro para o conteúdo digital comercial", afirmou. Brasil Em relação ao Brasil, o relatório aponta que o país é o que mais faz downloads de músicas na América Latina, apresentando em 2008 um crescimento de cerca de 10% nesse nicho. Segundo o IFPI, por ser a população que mais tempo gasta na internet, 23 horas e 10 minutos por mês, os brasileiros são consumidores em potencial do mercado musical digital. A Federação prevê que o crescimento do país na área deverá ter altas graduais nos próximos anos.