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Incêndio destrói base brasileira na Antártida e deixa 2 militares mortos

SERGIO TORRES/ RIO - O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2012 | 03h 01

A Estação Comandante Ferraz, base militar e científica brasileira na Antártida, foi destruída por um incêndio na madrugada de ontem, que causou a morte de dois militares. Havia 60 pessoas no local, metade delas pesquisadores que escaparam ilesos. À tarde, a base foi abandonada antes de as chamas serem extintas.

A Marinha só reconheceu a morte dos dois militares no início da noite de ontem, mas não admitiu a destruição da base. Os mortos são o sargento Roberto Lopes dos Santos e o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo. Já o sargento Luciano Gomes Medeiros sofreu queimaduras e não corre risco de morte.

Por meio de nota, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que o governo pretende reconstruir a base na Antártida, destacou "o heroísmo dos militares no combate ao incêndio" e determinou ao ministro da Defesa, Celso Amorim, "a adoção de todas as medidas necessárias para salvaguardar a segurança dos cientistas, militares e visitantes que se encontravam na base."

Incêndio. O fogo começou por volta das 2h, na praça das máquinas, onde funcionavam os geradores de energia da estação, e se alastrou com rapidez. Uma explosão acordou a todos e as causas ainda são desconhecidas.

A Comandante Ferraz tem um formato contínuo. A praça das máquinas não é separada fisicamente dos alojamentos, laboratórios e demais ambientes.

"A base foi destruída", lamentou o ministro da Defesa do Chile, Andrés Allamand. "A estação acabou", disse um oficial da Marinha, em telefonema à bióloga Yocie Yoneshigue Valentin, coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia-Antártico de Pesquisas Ambientais, da UFRJ, responsável por algumas pesquisas no local.

A especialista, que voltou da Antártida este ano, ainda conseguiu contato com alguns colegas que escaparam do incêndio com a roupa que vestiam.

"Eles deixaram tudo para trás, documentos, pesquisas, bagagem. É uma perda irreparável. Uns foram sendo acordados pelos outros, porque o alarme de segurança da estação não soou. Estamos consternados", disse.

Destruição. Cientistas que estavam na estação contam que os dois militares que morreram não conseguiram sair da praça de máquinas quando as chamas se espalharam. Os corpos continuavam à tarde dentro da estrutura onde funcionam os geradores da base, totalmente destruída.

Os 30 pesquisadores, um alpinista que presta apoio às ações de campo, um representante do Ministério do Meio Ambiente e 12 funcionários civis do Arsenal de Marinha (especializados em reparos e manutenção) foram transferidos pela manhã para a base antártica Eduardo Frei, do Chile.

De acordo com a Marinha, um avião cedido pela Força Aérea da Argentina resgatou o grupo brasileiro na base chilena, levando-o para a cidade de Punta Arenas, na Patagônia do Chile.

Uma equipe de 15 militares da Marinha, comandadas pelo capitão-de-fragata Fernando Tadeu Coimbra, permanecera na base para apagar o fogo. À tarde, a Marinha informou que até eles tiveram de abandonar a base por causa das "condições meteorológicas adversas".

"Assim que as condições meteorológicas permitirem, a Marinha do Brasil, com apoio do navio Lautaro, da Armada do Chile, enviará uma equipe para avaliar os danos causados à estrutura da Estação", diz o comunicado.

A Marinha informou que o navio brasileiro Almirante Maximiano partiu ontem de Punta Arenas em apoio às ações que terão de ser desenvolvidas para avaliar os danos à estação.

Os trabalhos dos pesquisadores tiveram de ser abandonados às pressas por causa do incêndio na estação.

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