Incêndios destroem mais florestas este ano em SP
As queimadas ilegais estão destruindo mais florestas este ano que em 2010 no Estado de São Paulo. Levantamento feito pela Polícia Ambiental, a pedido da reportagem, informa que os incêndios ilegais destruíram 2.246 hectares de florestas entre 1º de maio e 31 de agosto deste ano.
Isso equivale a uma área 29,2% maior que a atingida nos mesmos quatro meses do ano passado, quando 1.738 hectares de florestas foram queimados irregularmente.
Apesar do aumento do tamanho da área destruída, o número de focos de incêndios registrados nas florestas de São Paulo no período foi menor. Em 2010 foram registrados 1.115 focos e em 2011, 983 focos. Mas a quantidade de autuações por incêndios irregulares aumentou 42,5%, de 119 para 170 autos de infração no período.
Com isso, as autuações totalizaram R$ 3,96 milhões em multa em 2011 ante aos R$ 3,07 milhões em 2010, um aumento de 29% nos valores em reais. O mês de agosto foi mais cruel. Das 170 autuações, 77 (45% do total) foram aplicadas em agosto. No ano passado, em agosto foram aplicadas apenas 27 autuações.
De acordo com o coronel Sussumu Nomura, comandante da Polícia Militar Ambiental, os dados indicam a necessidade de se criar ferramentas de prevenção para se reduzir os focos.
"Uma delas é a ação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, chamada Operação Corta Fogo, que congrega diversos órgãos, incluindo a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, cujo fim é criar uma articulação entre todos os envolvidos não apenas para combater o fogo, quando ocorrer, mas principalmente para evitar que ele ocorra", diz.
Como exemplo, Nomura citou o trabalho de prevenção que a Polícia Ambiental realizou com as usinas de açúcar e álcool do interior no começo do ano, orientando na elaboração de aceiros, instalação de torres de vigias e de brigadas anti-incêndio, com equipamentos e caminhões pipas, que passaram a ser introduzidas de forma organizada pelas usinas para prevenir e combater incêndios nos canaviais.
Segundo Nomura, essas ações já apresentam os primeiros resultados no levantamento, que mostra uma queda de 20% nos focos de queimadas de áreas de não-florestas, como pastos e canaviais. Os focos nessas áreas, segundo o levantamento, caíram de 1.126 focos em 2010 para 899 em 2011.
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