Índia abandona sua primeira missão à Lua
Agência espacial indiana diz que encerrou missão após perder contato com sonda lançada em outubro.

A agência espacial da Índia abandonou sua missão inaugural à Lua um dia após cientistas do país terem perdido comunicação com a sonda em órbita Chandrayaan-1.
"Nós não temos contato (...) e tivemos de encerrar (...)", disse o chefe da Isro (Indian Space Research Organisation), a organização de pesquisas espaciais da Índia.
A nave não tripulada foi lançada em outubro do ano passado em uma missão de exploração de dois anos.
O lançamento foi visto como uma grande conquista para a Índia, que tenta acompanhar o passo de outras nações asiáticas com programas espaciais.
Apesar do encerramento da missão, o chefe da Isro, G. Madhavan Nair, disse a jornalistas que o projeto tinha sido um sucesso e que 95% dos seus objetivos haviam sido atingidos.
"Conseguimos coletar um grande volume de informações, incluindo 70 mil imagens da Lua", ele acrescentou.
Os cientistas da Isro disseram que a agência estava conversando com os Estados Unidos e Rússia para tentar localizar a nave, que estava em órbita cerca de 200 km acima da superfície da Lua.
Após o lançamento no Estado de Andhra Pradesh, no sul do pais, em outubro, esperava-se que a sonda ficasse em órbita na Lua, fizesse um atlas tri-dimensional da superfície lunar e mapeasse a distribuição de elementos e minerais no satélite.
Críticas
No mês passado, a nave apresentou problemas técnicos por causa de um sensor defeituoso.
Um porta-voz da Isro disse na época que informações úteis já haviam sido obtidas a partir de imagens transmitidas para a Terra pela sonda, embora a qualidade das fotos tenha sido afetada pelo problema.
Movida por um único painel solar que gera cerca de 700 watts, a sonda leva cinco instrumentos de fabricação indiana e seis construídos em outros países, entre eles os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Alemanha.
Os custos da missão foram estimados em torno de US$ 78 milhões, consideravelmente menos do que o dinheiro gasto com as sondas japonesa e chinesa, enviadas à Lua no ano passado.
Mas nem todos aprovam o programa espacial indiano.
Alguns críticos consideram a iniciativa um desperdício de recursos em um país onde milhões não têm acesso a serviços básicos.
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