Informática cresce 22% este ano e manterá ritmo em 2007

O combate à pirataria e a desoneração de computadores impulsionaram a indústria brasileira de informática em 2006 e os efeitos positivos vão se estender até 2007, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A indústria de informática faturou mais 22%, alcançando R$ 29,9 bilhões, em decorrência do aumento das vendas de desktops, notebooks e impressoras. Essa taxa de crescimento colocou a informática em segundo lugar entre os segmentos representados na Abinee, atrás apenas de Geração, Transmissão e Distribuição de energia, que cresceu 34%. Em 2007, a estimativa da indústria de informática é faturar 23% mais, alcançando R$ 37 bilhões. Essa previsão é a mais otimista dentre as várias áreas da Abinee, que inclui telecomunicações, componentes elétricos e eletrônicos, automação industrial, entre outros. De janeiro a setembro de 2006, as vendas de notebooks subiram 113%, as de impressoras, 44%, e as de desktops, 41%, de acordo com balanço anual da entidade. Regularização Avanço impressionante aconteceu também no combate à pirataria. Em setembro, mais da metade dos computadores pessoais negociados tinham sido vendidos no mercado formal. Em 2004, eram apenas 27 por cento. Essa "formalização" resultou na geração de empregos. A indústria de informática aparece como uma das principais responsáveis pelas 10 mil novas vagas criadas este ano no âmbito da Abinee, que emprega 143 mil pessoas. Os empregos indiretos resultantes desse movimento são estimados em 30 mil pelo economista Antônio Correa de Lacerda, assessor da Abinee. Para 2007, a previsão é de mais 10 mil vagas, um crescimento de 7% sobre 2006. O faturamento do setor, que ultrapassou os US$ 100 bilhões este ano, deve ser 15% maior, avanço ligeiramente acima dos 14% deste ano. As exportações vão aumentar 9%, para US$ 10 bilhões, mas as importações vão acelerar mais, 19%, para US$ 22,3 bilhões.

Agencia Estado,

08 Dezembro 2006 | 08h46

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