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Insurgentes sunitas capturam três cidades em Anbar, no Iraque

KAMAL NAMAA - REUTERS

22 Junho 2014 | 11h 28

Um grupo dissidente da al-Qaeda foi em direção ao leste de um posto de controle de fronteira entre o Iraque e a Síria no domingo, capturando três cidades da província ocidental de Anbar, em mais um esforço para expulsar as forças de segurança iraquianas de regiões sunitas muçulmanas, disseram testemunhas e fontes de segurança.

Os militantes sunitas liderados pelo Estado Sunita Militante no Iraque e o Levante (ISIL), uma ramificação linha dura da al Qaeda, pressionou o exército das cidades e vilarejos em todo o norte e oeste do Iraque nas duas últimas semanas, chocando o governo liderado pelos xiitas.

No sábado, os combatentes tomaram o posto de controle perto da cidade de al-Qaim, ajudando o ISIL a garantir as linhas de abastecimento para a Síria, onde ele tem se aproveitado do caos dos três anos de revolta contra o presidente Bashar al-Assad, para estabelecer uma importante presença na região.

O objetivo declarado do ISIL é criar um califado islâmico que vai ignorar os limites estabelecidos pelas potências coloniais, há um século. Tribos sunitas nas regiões fronteiriças predominantemente desertas ocupam os dois lados da fronteira.

A queda de Qaim representou mais um passo para a concretização dos objetivos militares do ISIL, como uma fronteira do século 20 que pareceu desmoronar em um dia.

No domingo, militantes sunitas liderados pelo ISIL, expandiram seu controle para a cidade de Rawa e Ana, ao longo do Rio Eufrates, ao leste de al Qaim, assim como a cidade de Rutba, mais ao sul, em uma estrada que liga a Jordânia a Bagdá.

Um oficial da inteligência militar disse que as tropas se retiraram de Rawa e Ana depois que os militantes do ISIL atacaram os assentamentos na noite de sábado.

"“Tropas do exército se retiraram de Rawa, Ana e Rutba hoje de manhã e o ISIL agiu rapidamente para controlar completamente essas cidades",” disse o funcionário, falando sob condição de anonimato. "“Eles conquistaram Ana e Rawa hoje de manhã, sem lutar".

O escritório do comando militar do primeiro-ministro, disse que não tinha comentários imediatos a fazer e que fará uma atualização dos acontecimentos em uma entrevista coletiva mais tarde, no domingo.