Intel mostra nova geração de CPUs

Com produtos mais econômicos e ecologicamente corretos, empresa se engaja cada vez mais na computação verde

Flavio Xandó,

25 Agosto 2008 | 00h00

Computadores mais econômicos, poderosos e ecológicos. Essa foi a proposta da Intel ao mostrar sua nova família de processadores, os Core i7. A nova geração, cujo projeto era denominado internamente pela Intel como Nehalem, foi melhor detalhada no IDF 2008 e começará a chegar ao mercado nos próximos meses, antes do final deste ano. Para os usuários, o que muda de forma mais perceptível é o nome do processador. Antes chamado de Core2Duo, agora se chamará Core i7. Mas, além do nome, por conta do projeto renovado, muitas novidades chamam a atenção. O Core i7 só existirá na versão de quatro núcleos, ou seja, terá duas vezes mais núcleos geração anterior. Antes, os tais núcleos quádruplos eram privilégio apenas dos modelos topo de linha. Toda a linha nova terá essa capacidade, ao mesmo tempo que a geração dual core continua firme e forte como uma alternativa de bom desempenho e custo mais acessível. Os processadores de quatro núcleos da geração anterior também permanecem, mas agora como uma alternativa para o mercado de entrada. Mas, com mais núcleos, o consumo de energia não aumenta? Não necessariamente. Na microeletrônica as coisas não são assim tão lineares e cartesianas. Segundo a Intel, existe no Core i7 uma parte dedicada (contendo um número de transistores equivalente ao antigo processador 486) devotada ao gerenciamento da energia chamada PCU ("power control unit", ou unidade de controle de força). É um subsistema sofisticado que fica constantemente resolvendo a difícil equação: "Execução mais rápida consumindo o mínimo de energia". A lógica por trás disso baseia-se no fato de que os quatro núcleos não precisam funcionar durante todo o tempo. Assim, conforme os núcleos não são necessários, cada um deles é praticamente desligado, gastando apenas uma fração mínima de energia. Em situações de alta demanda computacional, os núcleos vão sendo acionados até a situação de plena carga. É o melhor dos dois mundos. Consumo mais baixo nas tarefas gerais e poder máximo na alta solicitação (porém consumindo mais somente durante esse tempo). A Intel trouxe de volta uma tecnologia chamada HT (Hyper Threading) que, segundo ela, dobra a capacidade de cada núcleo. Isso possibilita que até oito operações elementares sejam executadas simultaneamente nos seus quatro núcleos. Isso existia na época do Pentium 4 e volta agora, aprimorado, como mais um reforço na engenharia do Core i7 De acordo com o fabricante, outra interessante inovação de engenharia foi transferir o controlador de memória da placa-mãe para dentro do processador. O chipset, contido na placa-mãe, é um circuito que trabalha junto com o processador controlando diversas partes do PC. Com o gerenciamento da memória no próprio chip, cria-se um atalho que ajuda a descobrir onde estão os "bits" e manipulá-los de forma mais veloz. Para usar o Core i7, fabricantes (e usuários que queiram melhorar seus PCs) precisarão trocar vários itens do computador. O Core i7 exige um novo tipo de placa-mãe específica, a qual traz um soquete especial para ele, além de um novo tipo de memória chamada DDR3. Até então, a maioria dos equipamentos utiliza a memória DDR2, de menor freqüência. Segundo a Intel, o grande benefício que será sentido pelo usuário ao adotar a nova plataforma Core i7 é a agilidade. Quatro núcleos de prontidão para atender à demanda podem fazer toda a diferença, especialmente para aqueles que usam diversos programas o mesmo tempo. Quem hoje em dia não usa seu PC assim? Um usuário que resolver redimensionar todas as suas fotos e continuar escrevendo um texto, comunicando-se via MSN, lendo e-mails, navegando na internet, não sentirá morosidade. Esses benefícios chegarão também mais adiante aos notebooks. Será um marco, pois mobilidade com quatro núcleos viabilizará definitivamente as estações de trabalho móveis e poderá acelerar ainda mais o processo de adoção e substituição de desktops por notebooks. São as conseqüências de mais esse avanço. O futuro mostrará se essa visão se concretizará.

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