IPCA acelera alta e sobe 0,60% em novembro--IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,60 por cento em novembro, após alta de 0,59 por cento em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Reuters

07 Dezembro 2012 | 09h32

Trata-se da maior variação desde abril passado, quando subiu 0,64 por cento, e ficou acima do esperado pelo mercado, que enxergava uma desaceleração.

No acumulado de 12 meses até novembro, o IPCA avançou 5,53 por cento no mês passado, mostrando alta ante os 5,45 por cento de outubro. É a maior alta desde fevereiro último (5,85 por cento)

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam alta mensal de 0,50 por cento em novembro, segundo a mediana das estimativas de 35 bancos e consultorias, e de 5,44 por cento na anual. As projeções para o IPCA mensal variaram de 0,46 a 0,58 por cento, e as estimativas em 12 meses foram de 5,39 a 5,50 por cento.

O resultado do mês passado veio, segundo o IBGE, dos grupos não-alimentícios, com destaque para transportes, cujos preços subiram 0,68 por cento, ante 0,24 por cento de outubro. O grupo Habitação também mostrou aceleração da alta, fechando o mês passado a 0,64 por cento, ante 0,38 por cento.

Já a alta de preços no grupo de alimentação e bebidas, como esperado, arrefeceu em novembro, fechando a 0,79 por cento, ante 1,36 por cento do mês anterior.

Analistas já esperavam para este fim de ano uma desaceleração nos preços das commodities, após a pressão proveniente dos efeitos da seca nos Estados Unidos nos últimos meses.

No atacado, os alimentos já registraram queda, como mostra a deflação de 0,03 por cento em novembro do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M). Entretanto, essa trajetória pode ter vida curta, uma vez que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) mostrou alta de 0,25 por cento em novembro.

O resultado do IPCA de novembro veio na contramão da sua prévia, o IPCA-15, que no mês passado desacelerou a alta para 0,54 por cento, ante avanço de 0,65 por cento em outubro, já influenciado pelos alimentos.

Boa parte do mercado acredita que a Selic continuará estável, na mínima histórica de 7,25 por cento ao ano, mas já há avaliações de que a taxa básica de juros poderia cair para o patamar de 6 por cento no próximo ano.

Na véspera, no entanto, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reforçou que a melhor estratégia é manter "as condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado" para fazer a inflação convergir para o centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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