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Itaquera espera crescer duas décadas em três anos

05 de setembro de 2010 | 7h 21
DIEGO ZANCHETTA - Agência Estado

O bairro que São Paulo vai mostrar ao mundo em 2014 tem cara de periferia e espaço de sobra para crescer. Em Itaquera, duas dezenas de conjuntos habitacionais, um comércio de lojas bem simples e indústrias que soltam fumaça preta de suas chaminés remetem a uma zona leste dos anos 1990. Tudo bem diferente da reurbanização que atraiu até a classe média alta para o eixo Tatuapé-Vila Prudente.

Mas, para inveja dos vizinhos emergentes, quem vai aparecer para o mundo daqui a quatro anos é Itaquera. É lá que será erguido o estádio que deve receber a abertura da Copa de 2014. Nos próximos três anos, empresários, pequenos comerciantes e associações de moradores esperam presenciar o que não viram acontecer na região em duas décadas. E a mobilização para garantir a "chance histórica" de melhorias já começou.

Com 525 mil habitantes, uma população maior que a de Santos - que tem 418 mil moradores -, Itaquera quer aproveitar a construção do estádio corintiano para alavancar obras planejadas nas últimas quatro gestões de prefeitos e governadores. "Mas só o estádio não vai adiantar nada. Se o governo não fizer a requalificação do sistema viário para integrar de vez a nossa região ao centro e às rodovias, as empresas não vão chegar. E pior: o trânsito bom que ainda temos vai virar um inferno em dias de jogos", alerta Eduardo Pinheiro, de 56 anos, presidente da Associação de Moradores do bairro 15 de Novembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.