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domingo, 5 de julho de 2009, 15:03 | Online
Justiça absolve acusados de matar estudante em Ouro Preto
Após três dias de julgamento, tribunal decidiu que não havia provas o bastante para comprovar assassinato
Central de Notícias
A sessão teve início na última quarta-feira, 1º, e terminou às 5h15 deste domingo, após os jurados julgarem o terceiro quesito. Os debates tiveram início no sábado, às 14h05 e só foram encerrados às 04h50 desta madrugada, depois da réplica e a tréplica entre promotoria e defesa. O ponto mais controverso do debate girou em torno do artigo 41 do Código Penal, que determina que a acusação contenha a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias.
Os advogados dos quatro réus insistiram que esses elementos não estavam contidos na denúncia do Ministério Público, nem foram apresentados durante os debates, por isso pediram a absolvição dos réus. Para a promotora Luíza Helena Fonseca, nenhum dos acusados apresentou álibi.
Ainda segundo o tribunal, ao ler a sentença que absolveu os réus, a juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva, explicou que a decisão dos jurados ao votarem o terceiro quesito e considerarem que os réus não concorreram para o crime, impôs a absolvição.
Segundo a polícia, Aline, que tinha 18 anos, foi encontrada seminua sobre um túmulo, com os braços abertos e os pés sobrepostos, lembrando a posição do Cristo crucificado. Seu corpo tinha 17 perfurações feitas a faca. O assassinato ocorreu durante uma partida de RPG, em que os participantes assumiam personagens do bem e do mal. A promotoria acredita que Aline perdeu uma partida e pagou com a própria vida.
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