Leishmaniose avança no Estado de São Paulo

Doença endêmica na região noroeste do Estado avança cerca de 30 quilômetros por ano em direção à capital

AE, Agência Estado

17 Dezembro 2008 | 09h57

Doença endêmica na região noroeste do Estado de São Paulo, a leishmaniose visceral avança cerca de 30 quilômetros por ano em direção à capital, o que provocou alerta do Ministério Público Estadual a todos promotores da área cível sobre os riscos da doença e a necessidade de controle de cães infectados. A sombra da leishmaniose, que segue traçado semelhante ao do Rio Tietê, pode ser medida pelo aumento dos municípios atingidos, do número de casos e da taxa de letalidade. No boletim de setembro do Centro de Vigilância Epidemiológica, 433 das 645 cidades paulistas foram classificadas como áreas "vulneráveis" à doença, sendo que em 91 desses municípios já foi encontrado o inseto transmissor, o mosquito-palha. Com taxa de letalidade em torno de 7% no Estado, em 2008, a leishmaniose visceral provoca febre descontínua (e duradoura), fraqueza, perda de apetite, complicações no baço, fígado e medula óssea, entre outros sintomas. Quanto mais rápido o diagnóstico, menor a chance de a doença evoluir a um quadro grave, levando à morte ou deixando seqüelas. As informações são do Jornal da Tarde.

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