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Light deve investir R$75 mi em comunidades com UPPs em 2012

30 de novembro de 2011 | 22h 18
REUTERS

A Light deve quase dobrar seus investimentos em 2012 nas comunidades cariocas que possuem Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Segundo a empresa, já é possível ver os primeiros sinais de retorno dessa intervenção.

A companhia estima investir 75 milhões de reais na construção de redes, instalação de equipamentos, transformadores, medidores e outros itens nas comunidades, disse nesta quarta-feira a jornalistas o presidente da companhia, Jerson Kelman.

A distribuidora, geradora e comercializadora de energia elétrica investiu 40 milhões de reais nesse ano e igual montante em 2010, e outros 18 milhões de reais em 2009.

Segundo Kelman, esse investimento poderia ser feito mais rapidamente se não fosse a escassez de mão de obra para implantar o programa nas comunidades.

"Estamos otimistas com o programa, mas tivemos muita dificuldade para implementar por conta da mão de obra, e, agora, estamos treinando e preparando gente dentro e fora das comunidades com UPP", frisou o executivo.

Das 19 comunidades pacificadas do Rio de Janeiro, em pelo menos nove delas os trabalhos da Light estão concluídos, e em três os esforços estão em andamento.

Das demais, incluindo a comunidade da Rocinha que foi ocupada esse mês e receberá em breve uma UPP, a companhia está fazendo estudos para futura construção de sua rede.

"Nas comunidades, o faturamento per capita é menor, mas a perda de energia era muito grande... a ação já começa a dar resultado", disse Kelman.

Os resultados são mais claros nas comunidades que foram ocupadas há mais tempo como Santa Marta, Chapéu Mangueira e Babilônia, no centro e na zona sul da capital fluminense.

A adimplência em Santa Marta e Chapéu Mangueira chega a 96 por cento e na comunidade da Babilônia a 87 por cento. Antes da ocupação, a adimplência era cerca de 53 por cento, disse o executivo.

Com os investimentos feitos, a Light pretende conectar em 2012 mais 60 mil moradores dessas comunidades ocupadas à rede. A estimativa é que nas comunidades ocupadas sejam trocadas 35 mil geladeiras através de programas sociais de incentivo ao consumo eficiente e cerca de 1 milhão de lâmpadas (de incandescentes por fluorescentes, que são mais econômicas).

Na comunidade da Rocinha, o fornecimento de energia deve cair pela metade, segundo cálculos da empresa. Como havia muita ligação clandestina antes da ocupação, o fornecimento chegava a 110 gigawatts hora ao ano. A partir da pacificação, esse volume deve baixar para 55 gigawatts hora ao ano.

"Estávamos lidando com um consumidor que tinha gato (ligação clandestina) e agora poderemos medir diretamente o consumo e identificar", finalizou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)