Lula gigante aparece morta em praia da Austrália

O espécime tem cerca de 8 metros. A lula gigante alimenta-se de peixes e de outras lulas

Reuters

11 Julho 2007 | 15h33

Uma das maiores lulas gigantes já encontradas apareceu em uma praia deserta da Austrália, detonando uma corrida entre os cientistas para examinar a criatura das profundezas dos mares, vista apenas raramente. A lula, com a parte principal do corpo medindo 2 metros de comprimento, foi encontrada por uma pessoa que caminhava na terça-feira, 10, pela praia Ocean, perto de Strahan (costa oeste da ilha-Estado da Tasmânia). "É uma coisa gigantesca", afirmou o curador sênior do Museu Tasmaniano, Genefor Walker-Smith, a meios de comunicação locais, na quarta-feira. "A parte principal do corpo dela tem cerca de 1 metro de diâmetro, e o comprimento total do bicho chega a cerca de 8 metros." Vários cientistas devem levar consigo amostras do animal, identificado por autoridades de um parque estadual como uma "Architeuthis", espécie que pode chegar a mais de 10 metros de comprimento e pesar mais de 275 quilos. O animal da Tasmânia tinha cerca de 250 quilos. Os tentáculos haviam sido bastante danificados, de forma que o comprimento real do animal não pôde ser determinado, afirmou uma porta-voz do órgão Parques e Vida Selvagem da Tasmânia. Guardas florestais retiraram o corpo da lula de dentro da água. A lula gigante, que já se acreditou ser um mito, apesar de relatos ocasionais de marinheiros, alimenta-se de peixes e de outras lulas. No ano passado, pescadores das ilhas Malvinas capturaram um animal intacto medindo 8,62 metros. Os cientistas acreditam que a lula gigante vive entre 200 e 700 metros de profundidade, valendo-se de olhos que chegam ao tamanho de bolas de voleibol e que são os maiores do reino animal. Em setembro de 2004, oceanógrafos japoneses conseguiram bater as primeiras fotos de uma lula gigante viva. O fato aconteceu na costa das ilhas Ogasawara (Japão), a 900 metros de profundidade.

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