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MA: mandantes de ataques são identificados

ERNESTO BATISTA - Agência Estado

04 Janeiro 2014 | 12h 12

O governo do Maranhão informou na manhã deste sábado, por meio de nota, que os mandantes dos ataques ocorridos na sexta-feira em São Luís já foram identificados. A ordem teria partido do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Nos ataques, quatro coletivos foram queimados e uma delegacia foi atingida por tiros.

Ainda conforme a nota oficial, o governo está reforçando o policiamento em São Luís e voltará a investir em vídeo monitoramento para tentar conter a onda de criminalidade que a cidade vive hoje.

Em 2013, foram registrados 807 homicídios dolosos, o que indica um crescimento de mais de 300% nos registros deste tipo de crime nos últimos 10 anos. Grande parte destes crimes estão ligados ao tráfico de drogas.

Mal começou o ano de 2014 e presos continuam morrendo na principal penitenciária do Maranhão: um homem, identificado como Josivaldo Pinheiro Lindoso, de 35 anos, foi encontrado estrangulado dentro de uma cela do Complexo Penitenciário de Pedrinhas logo no primeiro dia do ano. Ele tinha sido preso no dia 31 de dezembro por causa de um mandado de prisão em seu nome, que estava em aberto, por roubo. Como a polícia intensificou a vigilância no presídio, os atos de vandalismo foram ligados a grupos que ali vivem, cumprindo pena.

Em 2013, 59 detentos foram assassinados dentro do complexo penitenciário, o que levou a uma "quase" intervenção federal nos presídios do Maranhão, a uma convocação da Força Nacional de Segurança, a uma denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA) e a um relatório do CNJ que confirma as denuncias feitas ao organismo internacional.

A reação do governo estadual foi no primeiro dia do ano criar um departamento, liderado pela Polícia Militar, para lidar com a situação. Os PMs já estão atuando no Presídio de Pedrinhas e na primeira revista foram aprendidas dentro das celas da penitenciária cerca de 300 armas brancas, dezenas de celulares, drogas e listas com o fluxo de negociação de drogas dentro da cadeia.

Uma das listas apreendidas estava dentro de uma bíblia. Este seria o fator principal da reação dos criminosos em espalhar o terrorismo em São Luís, disse uma fonte ligada à polícia local.