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Mapa revela 20 pontos violentos no Morumbi

GUILHERME SOARES DIAS, ESPECIAL PARA O ESTADO - Agência Estado

09 Fevereiro 2014 | 10h 04

Nem o filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Thomaz Alckmin, de 30 anos, escapou de entrar para as estatísticas de criminalidade no Morumbi, na zona sul da capital, bairro onde fica o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O medo da violência é visível nas tentativas de os moradores se protegerem. Nas ruas, as casas são protegidas por muros altos, cercas elétricas, câmeras e seguranças.

Com base em informações da Polícia Civil e do site SOS Morumbi, o Estado mapeou 20 pontos vulneráveis na região, onde há assaltos a mão armada, roubos e furtos. De janeiro a outubro de 2013, foram registrados 2.317 roubos no Morumbi, 20% a mais do que no mesmo período de 2012, segundo a Secretaria da Segurança Pública, com base nos dados mais recentes por distrito. O crescimento de roubos no período foi 10 pontos porcentuais maior do que a alta geral em São Paulo (10%).

Outra vítima da violência no bairro foi a filha do vice-governador e ministro da Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos (PSD). Maria Cecília Domingos Sayoun, de 33 anos, sofreu tentativa de assalto em abril do ano passado, quando levava o filho de 2 anos à escola e foi abordada por dois homens.

Além dos filhos dos chefes do Executivo estadual, não é difícil ouvir relatos de criminalidade no bairro. Os moradores criaram o site SOS Morumbi e um grupo em rede social para relatar casos de violência e mapear os pontos em que já foram registradas ocorrências. "Essa comunicação rápida e o contato maior entre os moradores dá uma sensação de segurança. É a nossa forma de tentar amenizar o problema", diz o presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Morumbi (Conseg), Celso Cavillini.

A Avenida Giovanni Gronchi, que corta o bairro e fica a 1 km do Palácio dos Bandeirantes, tem várias esquinas consideradas críticas. PMs afirmam que os casos mais frequentes na via são de furto de bolsa e celular. "É como enxugar gelo. A gente fica uma semana no ponto com mais ocorrências e na seguinte isso muda", diz um soldado, que não se identificou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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