Mapeado DNA do mastodonte; fóssil gigante achado na Grécia

Presa descoberta ao norte de Atenas tem cerca de 5 metros e traz pistas sobre o clima na pré-história

Associated Press e estadao.com.br,

26 Julho 2007 | 14h40

Cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, da Alemanha, juntamente com colegas dos EUA e da Suíça, a anunciam ter seqüenciado DNA mitocondrial de uma espécie de mastodonte, o Mammut americanum, um parente extinto dos elefantes modernos.   Veja também:    Proboscidean Mitogenomics: Chronology and Mode of Elephant Evolution Using Mastodon as Outgroup (PLoS Biology)   A seqüência foi obtida a partir de um dente de 50.000 a 130.000 anos atrás, encontrado no Alasca. O DNA mitocondrial fica fora do núcleo das células, e é transmitido exclusivamente pela mãe. O trabalho está descrito na revista online PLoS Biology, de acesso gratuito.   Também nesta semana, foi anunciada na Grécia a descoberta de duas enormes presas de mastodonte - talvez as maiores já encontradas no mundo, de acordo com cientistas holandeses e gregos, responsáveis pelas escavações.    Os restos petrificados de mastodonte têm cerca de cinco metros e foram encontradas numa área em que já haviam sido achados restos de diversos animais pré-históricos.   "Encontrar uma presa de cinco metros é uma grande surpresa", disse geóloga Evangelia Tsoukala, da Universidade de Tessalonica. A segunda presa encontrada no local, perto da vila de Milia, 430 km ao norte de Atenas, mede 4,6 metros.   "Trata-se de um achado fantástico", disse o paleontólogo britânico Dave Martill, que não tomou parte na escavação. "Esses animais, em seus ossos, abrigam uma carga de informação sobre o ambiente da época", disse Martill. Como as presas têm "anéis de crescimento, é possível analisar cada camada individual e pegar sinais da sazonalidade e clima".   Os mastodontes viviam na Europa, Ásia e América do Norte, e a extinção da variedade continua a ser um mistério. Acredita-se que os animais tenham desaparecido do Velho Mundo há cerca de 2 milhões de anos, mas que sobreviveram na América do Norte até 10.000 anos atrás.   Tsoukala diz que o macho encontrado em Milia teria vivido há 2,5 milhões de anos. "Este animal estava no auge. Tinha de 25 a 30 anos; eles viviam até cerca de 55. Tinha uns 3,5 metros de altura no ombro, e pesava seis toneladas", estima a cientista.   Os restos também serão analisados em busca de DNA, a exemplo do dente analisado no estudo alemão.

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