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Marina defende que ideais de Campos sejam tratados como legado, não como herança

REUTERS

19 Agosto 2014 | 14h 16

A ex-senadora Marina Silva, que será confirmada na quarta-feira candidata à Presidência da República pelo PSB após a morte trágica do presidenciável Eduardo Campos, afirmou nesta terça-feira que os ideais de Campos devem ser tratados como um legado, e não como uma herança.

"Nosso esforço, de todos nós brasileiros, independentemente de partido, é de que todo o seu esforço, sua trajetória, sua insistência em renovar a política não seja tratada como uma herança, onde cada um pega um fragmento do despojo, mas que seja tratada como um legado", disse Marina.

A ex-senadora fez um pronunciamento à imprensa em Brasília após a missa de sétimo dia de Campos, morto no dia 13 em um acidente de avião no litoral de São Paulo.

"(Um) legado em que quanto mais pessoas puderem se apropriar dele maior ele fica, porque se multiplica no coração, nas mentes e, principalmente, na ação daqueles que não desistem que esse mundo possa ser socialmente justo, economicamente próspero, culturalmente diverso, politicamente democrático e ambientalmente sustentável", acrescentou Marina.

(Por Jeferson Ribeiro)