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Marina deve escolher novo coordenador de campanha, diz socialista que trabalhava para Campos

REUTERS

21 Agosto 2014 | 12h 54

O socialista Carlos Siqueira, que coordenava a campanha de Eduardo Campos, afirmou nesta quinta-feira que a ex-senadora Marina Silva, que encabeça a candidatura do PSB à Presidência, deve escolher outra pessoa para coordenar a corrida pela disputa presidencial.

Marina, oficializada candidata pelo partido na quarta-feira após a trágica morte de Campos na semana passada, assumiu a liderança da chapa em meio a intensas negociações e teria se desentendido com Siqueira.

Ao chegar à sede do PSB nesta quinta-feira, Siqueira disse a jornalistas que com a nova candidata inicia-se uma nova fase.

“Eu estava numa coordenação de uma pessoa que era do meu partido e que eu tinha restrita confiança e agora terminou essa fase”, afirmou, referindo-se a Campos.

“Vai continuar a campanha com uma nova candidata e daí que essa nova candidata deve escolher o seu novo coordenador.”

Muito próximo à ex-senadora, Bazileu Margarido, que passa a comandar o comitê financeiro da campanha, confirmou nesta quinta que durante as negociações, a ex-senadora pediu algumas mudanças na estrutura da campanha.

Dentre elas, havia o pedido de que Walter Feldman, então porta-voz do partido ainda pendente de oficialização Rede Sustentabilidade, assumisse a coordenação-executiva na campanha, ao lado de um nome indicado pelo PSB.

Segundo Margarido, isso foi interpretado por Siqueira como uma maneira “elegante” de destituí-lo do cargo, embora não tenha sido essa a intenção de Marina, segundo o novo coordenador do comitê financeiro.

“Ele entendeu como um desprestígio, nas palavras dele”, disse Margarido ao chegar à sede do PSB em Brasília, onde Marina terá reunião com dirigentes dos partidos que compõem a coligação.

Marina filiou-se ao PSB em outubro do ano passado, no último dia permitido por lei para que candidatos que pretendiam disputar a eleição deste ano se filiassem a algum partido.

    Ela decidiu se aliar a Campos após não conseguir viabilizar junto à Justiça Eleitoral a criação de seu próprio partido, a Rede Sustentabilidade.

    Após sua entrada e de boa parte de seu grupo político no PSB, Marina disse que ela e seus partidários tinham data para sair do partido e que pretendia se dedicar à oficialização da Rede.

    A ex-senadora se opôs a algumas das alianças regionais firmadas pelo PSB, como a feita em São Paulo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a fechada no Rio de Janeiro, com o candidato do PT ao governo do Estado, Lindbergh Farias.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)