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Marina diz ser possível manter inflação abaixo do teto da meta e garantir programas sociais

REUTERS

24 Agosto 2014 | 18h 15

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse neste domingo que é possível manter a inflação abaixo do teto da meta, que é de 6,5 por cento ao ano, e ao mesmo tempo garantir a manutenção de programas sociais, como o Bolsa Família, que ela prometeu aprimorar se eleita.

A ex-senadora, que assumiu a cabeça da chapa presidencial do PSB após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo no último dia 13, disse ainda, em visita ao Centro de Tradições Nordestinas em São Paulo, que não se controla a inflação somente elevando a taxa básica de juros.

“Em primeiro lugar nós temos que pensar que o controle da inflação não se dá apenas pela elevação de juros. O controle da inflação se dá também pela eficiência do gasto público, o controle da inflação se dá em relação a não termos um Estado que a cada dia se agiganta com a criação de inúmeros ministérios”, disse.

“Nós achamos que é perfeitamente possível não deixar ultrapassar o teto da meta, mantendo as prioridades sociais e fazendo as escolhas certas”, acrescentou.

A meta de inflação estabelecida pelo governo é de 4,5 por cento ao ano pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O IPCA tem estado sempre perto do teto da meta, ora um pouco acima, ora um pouco abaixo. Em julho, o acumulado do índice em 12 meses ficou em 6,5 por cento, no teto da meta.

Como candidato, Campos usava a inflação como um de seus principais alvos de crítica ao governo da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. O socialista defendia a necessidade de tirar a inflação do teto da meta e trazê-la para o centro, que é de 4,5 por cento ao ano.

Marina prometeu ainda que manterá o Bolsa Família e vai aprimorar o programa.

“O nosso compromisso com políticas como o Bolsa Família é de manutenção desse programa, entendendo que ele é uma conquista da sociedade brasileira”, disse. “No nosso governo, nós queremos mantê-lo e aperfeiçoá-lo.”

(Por Eduardo Simões)

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