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Marina subirá apenas em palanques que se sentir à vontade, diz líder do PSB

REUTERS

19 Agosto 2014 | 15h 21

O PSB não irá constranger a ex-senadora Marina Silva, que será confirmada na quarta-feira a assumir o comando da chapa presidencial após a morte de Eduardo Campos, a subir em palanques em que não se sentir à vontade, afirmou o líder da bancada no Senado e candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, nesta terça-feira.

O PSB fechou, ainda sob a direção de Campos, alianças locais que provocaram rusgas com a então candidata a vice, Marina Silva. Em São Paulo, por exemplo, há acordo com o PSDB de Geraldo Alckmin, e no Rio de Janeiro com Lindbergh Farias, do PT.

"Ela fará a campanha com o partido. Nós não vamos obrigar ou constranger Marina a fazer o que não se sentir à vontade", afirmou, após missa de sétimo dia em homenagem a Campos na Catedral Metropolitana de Brasília.

Segundo Rollemberg, os diretórios estaduais darão continuidade aos acordos e farão as campanhas pelos candidatos com os quais fecharam alianças de maneira independente.

"O PSB de São Paulo vai fazer a campanha do Alckmin sem problemas."

O PSB deve oficializar a candidatura de Marina ao Planalto na quarta-feira, data em que também deve divulgar novo nome para a vice na chapa.

Lideranças do partido e de outras siglas coligadas têm mantido conversas e negociações para o anúncio definitivo da chapa.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Silvio Cascione)