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Menina baleada leva 8 horas para ser operada no Rio

25 de dezembro de 2012 | 17h 21
LUCIANA NUNES LEAL - Agência Estado

Uma menina de dez anos foi atingida na cabeça por uma bala perdida durante as comemorações de Natal, pouco depois da meia-noite, no bairro de Piedade (zona norte). Levada para o Hospital Municipal Salgado Filho, Adrielly dos Santos Vieira só foi operada às 8h30 desta terça-feira, porque não havia neurocirurgião de plantão. A direção do hospital informou que o neurocirurgião escalado para a madrugada faltou ao trabalho e anunciou a instauração de inquérito administrativo para apurar o caso. A cirurgia durou cinco horas e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a menina está em estado grave.

Os pais de Adrielly informaram que ela foi ferida quando brincava na porta de casa com a boneca que ganhou de presente. A polícia investiga se a bala partiu de traficantes da favela Urubuzinho, que, segundo testemunhas, comemoravam o Natal com disparos para o alto. Adrielly mora com a família em uma casa entre as favelas Urubu e Urubuzinho.

O pai da menina, Marco Antônio Vieira, disse ter chegado por volta de meia-noite e meia ao hospital e esperado oito horas pelo neurocirurgião. Marco Antônio pensou que o ferimento fosse apenas um corte e só no hospital soube que Adrielly tinha sido atingida por uma bala. "Eram muitos fogos. Não percebi que eram tiros. Soubemos agora pelo policial civil que o médico chegou. Quero minha filha viva. Quero solução, não quero problema", disse Marco Antônio à TV Globo, na porta do hospital, na manhã de desta terça.

O site da Secretaria de Saúde informa que o neurocirurgião escalado para o plantão noturno do Natal no hospital Salgado Filho era Adão Orlando Crespo Gonçalves. Comentarista da TV Globo, o médico Luiz Fernando Correia afirmou ter recebido um telefonema de Gonçalves, que alegou ter pedido demissão do hospital, razão pela qual não foi ao plantão. A Secretaria Municipal de Saúde disse não ter informação sobre o pedido de demissão. Em nota, a secretaria informa que "o profissional faltou ao trabalho e um inquérito administrativo será instaurado para apurar o caso".

"A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil lamenta e repudia o comportamento do profissional e aplicará punição ao médico", diz a nota. Segundo a secretaria, há 18 neurocirurgiões escalados para o plantão de Natal nas quatro grandes emergências da cidade.

Em cinco dias, Adrielly é a segunda vítima de bala perdida na cidade. Na última sexta-feira, a representante comercial Flávia da Costa Silva, de 26 anos, foi baleada na cabeça dentro de um ônibus, no bairro de Lins de Vasconcelos (zona norte). Ela morreu na manhã do dia 24.




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