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Militares que entregaram jovens a traficantes no Rio em 2008 são soltos

Juiz cita bom comportamento de tenente e sargento e afirma que prisão preventiva é desnecessária

26 de agosto de 2011 | 16h 47
O Estado de S.Paulo

RIO - O tenente Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade e o sargento Leandro Maia Bueno, que entregaram três jovens do Morro da Providência a traficantes rivais para serem torturados e mortos, em junho de 2008, foram soltos por decisão do juiz da 7ª Vara Criminal Federal, Erik Navarro Wolkart.

Mesmo com os réus acusados de homicídio triplamente qualificado, o magistrado citou a vigência da nova Lei 12.403, que restringiu os casos de prisão preventiva, e avaliou como desnecessária a prisão preventiva dos militares.

O juiz ressaltou ainda "o comportamento exemplar" durante os três anos de prisão e a "impossibilidade de realização imediata do plenário do júri" no momento. Apesar de revogar a prisão preventiva, o magistrado impôs a medida cautelar de suspensão do exercício de função pública. Os réus não poderão mudar de residência sem autorização prévia nem ausentar-se do Estado sem autorização do juízo.

"Este caso é um exemplo de injustiça. As famílias estão chateadas com esta decisão, mas estão muito mais aborrecidas com a demora da Justiça para resolver um caso simples. Agora, uma perícia aérea foi decidida no processo criminal. No processo cível, até o momento as famílias não receberam um tostão da indenização prometida pela União", disse o advogado João Tancredo, que representa as famílias das vítimas.




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