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Morre o ex-presidente tcheco Vaclav Havel, líder da Revolução de Veludo

Em seu mandato, Havel se voltou para a luta por reformas democráticas contra o seu sucessor, o economista de direta Vaclav Klaus

18 de dezembro de 2011 | 11h 28
Michael Winfrey, Reuters

Vaclav Havel, o dissidente dramaturgo que foi preso pelos comunistas e depois liderou a Revolução de Veludo e se tornou presidente da República Tcheca morreu aos 75 anos neste domingo , 18.

Ex-fumante inveterado, Havel passou por várias operações por causa de câncer no pulmão  - AP
AP
Ex-fumante inveterado, Havel passou por várias operações por causa de câncer no pulmão

O ex-fumante inveterado, que passou por várias operações por causa de câncer no pulmão e rompimento do intestino no fim da década de 1990, faleceu após uma longa doença. Ele estava com a mulher, Dagmara, e a enfermeira que cuidava dele.

"Vaclav Havel nos deixou hoje", declarou a secretária dele, Sabina Tancevova, em comunicado.

O ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, lamentou-se no Twitter: "Vaclav Havel foi um maiores europeus de nossa época. A luta dele pela liberdade abriu o caminho por uma Europa unida e livre".

O dramaturgo, que uma vez levou Bill Clinton para um clube de jazz em Praga e era amigo de Dalai Lama e celebridades como Mick Jagger, tornou-se célebre ao enfrentar o regime comunista de Praga ao pedir que pelo menos respeitasse os direitos humanos defendidos pelos comunistas.

Somente seis meses depois de cumprir a última sentença de prisão, liderou o movimento pacificador que acabou com o regime em Praga que tinha apoio soviético e assumiu as rédeas no castelo medieval de Praga.

Nascido em 1936, filho de um rico construtor, Havel não teve acesso a uma boa instrução depois de que os comunistas chegaram ao o poder em 1948 e tomaram as riquezas da família.

Muito de seu mandato se voltou para a luta por reformas democráticas contra o economista de direta Vaclav Klaus, que substituiu Havel como presidente em 2003.


Tópicos: MORRE, HAVEL*