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MP apura suposta omissão de socorro à menina baleada

26 de dezembro de 2012 | 17h 49
MARCELO GOMES - Agência Estado

A Polícia Civil do Rio, o Ministério Público Estadual e o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) vão investigar se Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, foi vítima de omissão de socorro no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro.

Atingida na cabeça por uma bala perdida durante as comemorações de Natal, no início da madrugada do dia 25, numa favela na zona norte, a menina foi levada ao hospital, onde esperou 8 horas até ser operada porque não havia neurocirurgião de plantão. A menina permanece internada em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade.

O delegado Luiz Archimedes, da 23ª Delegacia de Polícia (Méier), abriu inquérito para apurar o caso. O diretor do hospital prestou depoimento ontem, mas o conteúdo não foi revelado. Também foram ouvidos os pais da menina. Já o neurocirurgião que deveria estar trabalhando no plantão, Adão Orlando Crespo Gonçalves, será intimado a depor.

O Ministério Público vai cobrar explicações da Secretaria Municipal de Saúde, antes de decidir se também abre investigação.

"Minha filha estava brincando perto de casa com a boneca que havia ganhado de Natal quando, de repente, caiu no chão. Pensei que tivesse tropeçado. Não ouvimos barulho de tiro, por causa dos fogos na hora. Quando vi que ela estava sangrando, corremos para o hospital. Chegamos por volta de 0h20m. Disseram que não havia neurocirurgião, porque o único que estava na escala havia faltado ao plantão", relatou o auxiliar de serviços gerais Marco Antônio Siqueira, de 36 anos, pai de Adrielly.

Segundo ele, não houve preocupação dos plantonistas do hospital em conseguir uma ambulância para transferi-la para outra unidade com neurocirurgião. "Preferiram esperar o médico da manhã chegar para operá-la. Já era 8h30m. Esse médico (que faltou) tem que pagar pelo que fez. Depois que minha filha ficar boa, vou lutar por justiça", desabafou.

A presidente do Cremerj, Márcia Rosa de Araújo, acusou a Secretaria Municipal de Saúde de descumprir a resolução 100 do Conselho, que regulamenta as condições mínimas para atendimento em unidades médicas no Estado do Rio. De acordo com a norma, publicada em 1996, hospitais com sala de trauma devem ter no mínimo dois neurocirurgiões por plantão.

Entretanto, segundo o site da Secretaria de Saúde, havia apenas um profissional de plantão no Salgado Filho entre a noite do dia 24 e a madrugada do dia 25 - justamente o que faltou. "A resolução está sendo descumprida porque a Secretaria é irresponsável. Você acha que um neurocirurgião consegue operar alguém sozinho? Além disso, vários contratos com Organizações Sociais estão vencendo e não foram renovados. Se esse fim de ano está tendo problemas, no carnaval tende a ser pior", disse Márcia.

O Cremerj vai abrir sindicância para apurar o caso. Em relação à conduta do neurocirurgião Adão Gonçalves, Márcia disse que primeiro é necessário confirmar de ele realmente faltou ao plantão, já que na terça-feira (25) ele afirmou à TV Globo que havia pedido demissão.

A reportagem procurou o médico nesta quarta-feira em seu consultório particular em Copacabana, na zona sul da cidade, mas uma secretária disse que a sala está em reforma e que o neurocirurgião retornará em duas semanas.




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