Museu da CBF usa interatividade para contar história do futebol brasileiro

Cem anos de história da seleção brasileira são contados através de muitas imagens, tecnologia e interatividade no Museu da CBF, que abrirá ao público a partir do mês que vem na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

RODRIGO VIGA GAIER, REUTERS

24 Julho 2014 | 19h42

Logo na entrada, um projetor revela as histórias das primeiras Copas do Mundo sem deixar de lado o primeiro fracasso do Brasil em casa, a perda do título de 1950 para o Uruguai. Com sonorização no ambiente e vídeos recuperados, é possível sentir o sofrimento dos brasileiros que lotaram o Maracanã.

A caminhada até os tempos atuais é cercada de muita tecnologia e interatividade. Em uma mesa com várias telas com a tecnologia touch scream, o visitante pode viajar pelo tempo e conhecer os mínimos detalhes da performance brasileira nos Mundiais, com narrações dos gols nas vozes dos principais locutores de rádios e TVs do Brasil.

O museu tem ainda muitos troféus conquistados pela seleção brasileira e um painel digital interativo permite que o visitante clique virtualmente em um troféu exposto e conheça detalhes sobre o triunfo do Brasil.

A Jules Rimet, taça do tricampeonato mundial no México e que foi roubada na sede da antiga da CBF, está exposta numa vitrine do museu, mas se trata de uma réplica.

O projeto do museu levou mais de dois anos para ser executado e não teve o valor divulgado. “A partir do mês que vem estará aberto ao público, e aqui está o resultado de um grande esforço e dedicação de vários profissionais”, disse à Reuters nesta o diretor de patrimônio da CBF, Dino Gentille.

O museu começa a funcionar na nova sede da CBF, o pomposo edifício José Maria Marin, na Barra da Tijuca, em 1o de agosto e o ingresso custará de 12 a 22 reais.

VEXAME DE 2014

A reta final do museu é o ponto alto da visita, com uma enorme sala com projeções em 360 graus que fazem o visitante se sentir dentro do campo de jogo. Ali, a partida escolhida para ser exibida ao público foi o da final da Copa de 1958, quando o Brasil goleou a Suécia com um show de Pelé e companhia, e conquistou seu primeiro de cinco títulos mundiais.

Mais adiante, uma tecnologia importada permite que o fã, usando um óculos com visão 360 graus, se sinta próximo de treinos e atividades envolvendo diversas seleções que participaram das Copas. O realismo é tão grande que para assistir ao vídeo virtual é recomendado se segurar em barras de ferros posicionadas nas cabines.

Para fechar o passeio, o visitante tem a chance de tirar uma foto com o seu ídolo na seleção. É possível, por exemplo, levar para casa uma foto no banco de reservas ao lados dos jogadores; erguendo o troféu da conquista de 2002 ou comemorando um gol vestindo a camisa 9 da seleção brasileira.

A Copa do Mundo de 2014, na qual o Brasil fracassou e sofreu sua pior derrota da história, 7 x 1 para a Alemanha na semifinal, terminando o torneio em quarto lugar, ainda não foi inserida no acervo, e o museu poderá abrir ao público sem contar a história recente que os brasileiros jamais irão esquecer.

“Nosso acervo é atualizado constantemente e a Copa de 2014 já está sendo incluída”, informou por nota Clara Russo, uma das responsáveis pelo Museu da CBF.

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